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Justiça aceita recuperação extrajudicial do Pão de Açúcar

Justiça de São Paulo aceita recuperação extrajudicial do GPA; plano atinge dívidas sem garantia de R$ 4,5 bilhões e prevê 90 dias para renegociação com credores

Foto: GPA/Divulgação
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  • A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar (GPA), dono da rede Pão de Açúcar, permitindo renegociar dívidas diretamente com credores.
  • O processamento foi deferido pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo, com efeitos imediatos.
  • O plano abrange apenas dívidas sem garantias, que somam aproximadamente R$ 4,5 bilhões, deixando de fora despesas operacionais para manter pagamentos a trabalhadores, fornecedores e clientes.
  • Em acordo com os credores, os principais titulares de crédito representam cerca de R$ 2,1 bilhões do total, conforme fato relevante divulgado pelo grupo.
  • O objetivo é criar um ambiente estável para negociações por 90 dias, fortalecendo o balanço e o perfil de endividamento da companhia.

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) obteve a aceitação do pedido de recuperação extrajudicial pela Justiça de São Paulo. A decisão permite renegociar parte das dívidas diretamente com os credores, sem intervenção judicial adicional.

A 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo deferiu o processamento do pedido, segundo comunicado divulgado ao mercado. A empresa afirmou que a recuperação extrajudicial abrange apenas dívidas sem garantias, estimadas em 4,5 bilhões de reais.

O acordo foi fechado com os principais credores, detentores de cerca de 2,1 bilhões de reais dos créditos afetados, posição acima do quórum mínimo exigido. O plano promete um ambiente estável para as negociações por 90 dias.

Plano de recuperação extrajudicial

Segundo o GPA, o objetivo é fortalecer o balanço, melhorar o perfil de endividamento e posicionar a companhia para o futuro, preservando pagamentos a trabalhadores, fornecedores e clientes.

A empresa informou que o plano não envolve despesas correntes ou operacionais, mantendo a operação da rede de supermercados sob proteção durante as tratativas. O comunicado ressalta a continuidade das relações com fornecedores e parceiros.

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