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EUA abrem novas investigações injustas para aumentar pressão tarifária

Administração de Donald Trump abre nova investigação de práticas desleais contra 16 parceiros, buscando reativar pressão tarifária até o verão.

Shipping containers are stacked at a terminal at the port of Los Angeles in Long Beach, California, U.S., March 10, 2026. REUTERS/Caroline Brehman
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  • A administração de Donald Trump abriu nova investigação comercial, sob a Seção 301, sobre capacidade industrial excessiva em 16 grandes parceiros, para reacender a pressão de tarifas após o Supremo Tribunal ter derrubado o núcleo do programa tarifário.
  • A investigação pode levar a novas tarifas contra China, União Europeia, Índia, Japão, Coreia do Sul e México até o verão; outros parceiros envolvidos são Taiwan, Vietnã, Tailândia, Malásia, Camboja, Singapura, Indonésia, Bangladesh, Suíça e Noruega (o Canadá não foi citado).
  • O representante de Comércio, Jamieson Greer, disse que o foco são economias com capacidade produtiva excessiva estrutural e impactos como superávits persistentes ou capacidade ociosa.
  • Greer anunciou ainda uma segunda investigação, sob a Seção 301, para banir importações de bens produzidos com trabalho forçado, abrangendo mais de 60 países.
  • O objetivo é concluir as investigações, com possíveis remédios, antes que expire a tarifa temporária de dez por cento aplicada em fevereiro; audiência pública está marcada para começo de maio e comentários vão até 15 de abril.

O governo dos EUA anunciou nesta quarta-feira a abertura de uma nova investigação comercial sob a Seção 301, mirando capacidade industrial excedente em 16 parceiros comerciais importantes. A meta é reacender a pressão de tarifas após a Suprema Corte ter anulado parte do programa de tarifas do ex-presidente Donald Trump.

A investigação, liderada pela USTR Jamieson Greer, pode resultar em novas tarifas contra China, União Europeia, Índia, Japão, Coreia do Sul e México até o verão. Outros países suspeitos incluem Taiwan, Vietnã, Tailândia, Malásia, Camboja, Cingapura, Indonésia, Bangladesh, Suíça e Noruega. O Canadá não foi citado.

Greer informou que o foco são economias com excedente estrutural de capacidade em setores manufatureiros, com superávits comerciais persistentes ou capacidade ociosa.

Prova de Trabalho Forçado

Greer anunciou ainda a abertura, nesta quinta, de outra investigação sob a Seção 301 para banir importações de bens produzidos com trabalho forçado. A apuração envolve mais de 60 países.

Os EUA já restringem importações de painéis solares e de produtos da região de Xinjiang, na China, sob leis específicas. A nova investigação pode ampliar ações semelhantes a outros países.

A expectativa é concluir as investigações, incluindo propostas de remédios, antes do vencimento das tarifas temporárias de 10% impostas no fim de fevereiro, em julho. O algodor jurídico busca restabelecer threat tarifária como forma de pressionar parcerias.

Greer ressaltou que as investigações, já anunciadas anteriormente, não surpreendem os parceiros comerciais. A ideia é que eles mantenham seus acordos, ainda que não criem imunidade a novas tarifas.

Antes das negociações com a China em Paris, integrantes da equipe econômica, incluindo o secretário do Tesouro, preparam encontro com pares chineses para facilitar reunião de Trump com Xi Jinping no fim de março em Pequim.

As tarifas existentes contra produtos chineses sofreram redução de 10 pontos percentuais pela decisão da Suprema Corte, atenuando o poder de barganha dos EUA em questões comerciais.

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