- Empresas britânicas têm dificuldade de contratar jovens devido a custos trabalhistas mais altos, como salário mínimo e contribuição nacional, o que reduz margens de lucro e atrapalha planos de contratação.
- Autoridades alertam que a Employment Rights Act pode piorar a situação, desestimulando contratações de jovens sem experiência ou histórico no trabalho.
- A British Chambers of Commerce (BCC) prevê desemprego de 5,5% neste ano, com jovens sendo desproporcionalmente afetados; o Office for National Statistics (ONS) mostrou taxa de desemprego de 5,2% no trimestre até dezembro, com 1,9 milhão de pessoas, e 957 mil entre 16 e 24 anos.
- A BCC aponta que mais da metade das empresas espera dificuldade de crescer neste ano, e houve cautela com novos custos, incluindo riscos de aumentos devido ao conflito no Irã; a Federation of Small Businesses (FSB) informou que 26% das empresas empregavam menos pessoas no último trimestre, o pior dado em mais de uma década.
- MPs investigam motivos da elevação de NEETs; ex-secretário Alan Milburn disse que jovens enfrentam crise existencial e perspectivas de emprego e moradia ruins, com as empresas buscando recrutamento mais qualificado, o que retira oportunidades para jovens.
O setor empresarial britânico diz estar com dificuldade para contratar jovens devido ao aumento de custos, que pressionam margens de lucro e atrasam planos de recrutamento. Planejavam ampliar equipes, mas o cenário financeiro torna esse objetivo mais desafiador.
Ações do governo, como o aumento do salário mínimo e da contribuição previdenciária patronal, elevam o custo de contratação de jovens sem experiência. A análise cita a Lei de Direitos Trabalhistas como potencial agravante, ao desencorajar contratações arriscadas.
A British Chambers of Commerce (BCC) projeta que o desemprego suba para 5,5% neste ano e alerta que os jovens seriam os mais impactados. O Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS) aponta 1,9 milhão de pessoas sem trabalho no trimestre até dezembro, com 957 mil entre 16 e 24 anos.
Contexto econômico
Dirigentes da BCC destacam que mais da metade das empresas pesquisadas prevê dificuldade de crescer em 2026, citando custos adicionais e incertezas geopolíticas. A federação de pequenos empresários (FSB) registra queda no emprego em comparação com o trimestre anterior, o pior dado da série de pesquisas iniciada há mais de dez anos.
Segundo a BCC, o tema é acentuado pela busca de eficiência, com empresas priorizando candidatos com habilidades mais avançadas e menos lacunas no currículo. OFSB aponta que esse movimento coloca jovens em desvantagem no mercado de trabalho.
Quem participa do debate enfatiza que a assistência pública e políticas de incentivo a contratação de jovens podem ser determinantes para evitar quedas maiores no emprego entre esse grupo. A investigação parlamentar analisa fatores por trás do aumento de jovens fora da educação, emprego ou formação.
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