- Renault traça linha de 22 novos modelos até 2030, sendo dezesseis elétricos, anunciados antes de um evento para investidores.
- Fora da Europa, a meta é lançar quatorze modelos, com foco na América Latina para acelerar o crescimento.
- A empresa enfrenta pressão com queda de vendas na Europa e concorrência de Stellantis e BYD, enquanto o CEO François Provost busca aumentar eficiência.
- Parceria com Geely visa acelerar o desenvolvimento de modelos em Coreia do Sul e Brasil, reduzindo custos.
- Metas de médio prazo incluem margem operacional entre cinco por cento e sete por cento, fluxo de caixa automotivo mínimo de € 1,5 bilhão por ano, e redução de custos variáveis por veículo.
Renault planeja uma linha de modelos majoritariamente elétricos, com 22 modelos previstos até 2030. Dentre eles, 16 serão 100% elétricos para o mercado europeu, conforme anúncio feito pela companhia antes de um evento com investidores.
A empresa também pretende lançar 14 novos modelos fora da Europa, com foco na América Latina para acelerar o crescimento global. A estratégia ocorre em meio a pressões de concorrentes como Stellantis e BYD, além de cenários de alta de combustíveis.
A mensagem chega em um momento de volatilidade no setor automotivo: a guerra no Oriente Médio elevou os preços do petróleo, enquanto algumas montadoras revisam metas de elétricos diante da demanda. A Renault busca manter a competitividade.
Mudança de foco estratégico
Francois Provost, CEO da Renault, tem sido responsável por cortes de custos visando estabilizar a empresa após a saída do antecessor Luca de Meo. Ele busca igualar a eficiência de rivais chinesas para reconquistar impulso.
A Renault firmou uma parceria com Geely para reduzir o tempo e o custo do desenvolvimento de modelos em mercados como Coreia do Sul e Brasil. A cooperação visa ampliar a produção local e a presença regional.
Metas financeiras e operação
A montadora manteve metas de médio prazo: margem operacional entre 5% e 7% da receita e fluxo de caixa livre automotivo de pelo menos € 1,5 bilhão por ano. Espera também reduzir custos variáveis por veículo em cerca de € 400.
A estratégia prevê uso de tecnologia híbrida além de 2030 e redução de peças por veículo em cerca de 30%. A Renault também planeja empregar 350 robôs humanoides para operações pesadas e tarefas de baixo valor agregado.
América Latina e expansão futura
A Renault manterá base europeia sólida enquanto busca ampliar presença na América Latina e na Índia, mantendo plataformas próprias para melhorar competitividade. Provost afirma que tornar-se a referência na Europa envolve oferecer produtos líderes de categoria.
As ações da Renault chegaram a subir, mas registram queda acumulada no ano. A empresa continua avaliando o equilíbrio entre inovação, custos e expansão para sustentar o caminho de crescimento global.
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