- GPA firmou acordo com credores para apresentar um plano de recuperação extrajudicial, envolvendo obrigações sem garantia no total de aproximadamente R$ 4,5 bilhões.
- Obrigações correntes com fornecedores, parceiros e clientes ficam excluídas e não serão afetadas pelo plano.
- O acordo recebeu autorização unânime do conselho de administração e visa preservar as operações da companhia.
- O plano prevê a suspensão das obrigações com credores afetados por noventa dias, para buscar apoio da maioria dos créditos e chegar a uma solução estruturada de curto e longo prazo; 46% dos créditos sujeitos ao plano já integram o acordo.
- Em 2025, a empresa registrou prejuízo de R$ 651 milhões e apresentou dívida líquida de R$ 2 bilhões, com dívida bruta de R$ 4 bilhões; parecer de auditor indicou insegurança relevante quanto à continuidade operacional.
O GPA anunciou nesta terça-feira que fechou acordo com seus principais credores para apresentar um plano de recuperação extrajudicial. O objetivo é reorganizar dívidas sem interromper as operações, conforme fato relevante divulgado pela varejista.
O plano envolve determinadas obrigações de pagamento sem garantia, somando aproximadamente 4,5 bilhões de reais. Obrigações correntes com fornecedores, parceiros e clientes, bem como questões trabalhistas, ficaram excluídas e não serão afetadas.
O conselho de administração aprovou o acordo de forma unânime. A empresa tem passado por mudanças significativas, com o Grupo Coelho Diniz como principal acionista, e o Casino mantendo participação relevante. Revelam-se ajustes na gestão desde 2024.
Em 2025, o GPA registrou prejuízo líquido de operações continuadas de cerca de 651 milhões, encerrando o ano com dívida líquida de 2 bilhões e dívida bruta de 4 bilhões. O parecer de auditor destacou incerteza relevante quanto à continuidade operacional.
O atual presidente executivo destacou a necessidade de mudança estrutural e cultural e apontou foco no endividamento. A empresa informou que contratou consultores para apoiar a melhoria do perfil de endividamento.
Operações preservadas
O plano, segundo o GPA, tem efeito imediato e suspende as obrigações com credores afetados por 90 dias. O objetivo é viabilizar a obtenção da maioria dos créditos sujeitos ao processo e alcançar uma solução estável para liquidez de curto prazo e sustentabilidade de longo prazo.
A companhia reforçou que as lojas devem continuar funcionando normalmente. O GPA afirmou que as operações são saudáveis e que fornecedores, clientes e parceiros permanecem excluídos do processo.
Ateleconferência sobre resultados ressaltou a prioridade de promover mudanças estruturais para a companhia operar com equilíbrio financeiro. A gestão disse que está mantendo diálogo construtivo com credores para manter a liquidez.
Entre na conversa da comunidade