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BYD avalia ingresso na Fórmula 1 para ampliar popularidade global

BYD avalia entrada na Fórmula 1 ou no Campeonato Mundial de Endurance para ampliar o alcance global, mas encara custos elevados e decisão ainda não tomada

Veículos BYD U9 usados em teste em pista de corrida da montadora chinesa em Zhengzhou (Foto: Qilai Shen/Bloomberg)
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  • A BYD tem analisado entrar na Fórmula 1 e em provas de endurance para ampliar o apelo global da marca, segundo fontes familiarizadas com o assunto.
  • As opções incluem criar uma equipe própria ou adquirir participação, com possibilidades que vão de Le Mans ao circuito da F1.
  • O custo para entrar na F1 pode chegar a até US$ 500 milhões por temporada, conforme uma das fontes.
  • Não houve decisão tomada; a BYD pode optar por não participar de nenhuma competição. A empresa não comentou o tema.
  • A missão é ampliar visibilidade da BYD, incluindo nos Estados Unidos, onde a popularidade da Fórmula 1 cresce, e a China tem interesse recente no esporte.

A BYD avalia entrar no mundo do automobilismo para ampliar seu apelo global, mirando opções como a Fórmula 1 e as corridas de endurance. A informação vem de pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela Bloomberg News.

Segundo as fontes, a montadora avalia diversas alternativas após crescer fora da China, com foco na mudança das corridas para motores híbridos. As opções vão desde a participação no Mundial de Endurance até a F1, seja com equipe própria ou via aquisição.

A decisão final ainda não foi tomada. A BYD não comentou o assunto. O custo de entrar na F1 é apontado como obstáculo relevante, com estimativas de até US$ 500 milhões por temporada.

A BYD é conhecida por veículos elétricos e híbridos, e tem buscado ampliar seu portfólio para carros de luxo. Em 2025, a marca Yangwang testou o U9 Xtreme em pista na Alemanha, com velocidade superior a 495 km/h.

A entrada na F1 poderia elevar a visibilidade da BYD nos EUA, onde a fabricante não comercializa carros, por barreiras de mercado. A popularidade da F1 vem crescendo no país, impulsionada por séries de TV e pelo aumento do número de corridas.

A FIA, órgão regulador, já manifestou apoio à presença de uma equipe chinesa na F1. Em 2023, Mohammed Ben Sulayem sugeriu que um fabricante chinês seria o passo natural após a chegada da Cadillac.

Popularidade e cenário da Fórmula 1

A F1 observa maior interesse na China, especialmente após o retorno de Xangai em 2024. Zhou Guanyu foi o primeiro piloto chinês na categoria, em 2022, fortalecendo o mercado local.

A temporada de 2026 traz mudanças regulatórias que promovem híbridos mais avançados e maior uso de baterias. Corridas de Endurance também utilizam tecnologias híbridas, ampliando oportunidades para fabricantes como a BYD.

No panorama atual, grandes equipes resistem a novas entradas para evitar diluição de premiação e valor de marca. A Cadillac, Audi e Alpine aparecem entre os casos recentes de entradas ou ajustes de participação.

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