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Brasileiros ficam mais pessimistas com a economia, aponta Datafolha

Datafolha aponta que 46% veem piora da economia, apesar de desemprego em patamar histórico e inflação sob controle

Moedas empilhadas formam uma torre
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  • Datafolha aponta piora na percepção da economia: 46% avaliam que a economia piorou, ante 41% em dezembro, em março de 2026.
  • Mesmo com desemprego em patamar histórico baixo, o pessimismo sobre o futuro econômico e a renda aumenta.
  • Expectativas para o futuro mostram 35% acreditando em piora econômica, 30% em melhora, e 61% esperam inflação subir nos próximos meses.
  • O pessimismo varia por grupo: mais alto entre evangélicos, empresários e eleitores de Flávio Bolsonaro; menor entre eleitores de Lula.
  • Dados da pesquisa: 2.004 pessoas, 137 municípios, entre 3 e 5 de março; margem de erro de dois pontos percentuais; código TSE BR-03715/2026.

A percepção sobre a economia brasileira ficou mais negativa entre dezembro e março, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira. O percentual de brasileiros que avalia que a economia piorou subiu de 41% para 46%. O desemprego está em patamar próximo ao histórico, mas o pessimismo com o futuro também avançou.

Entre os pesquisados, a avaliação de que a situação econômica do país melhorou caiu de 29% para 24%. O levantamento foi realizado com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, em 137 municípios, entre 3 e 5 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com 95% de confiança.

O estudo mostra variações por grupo: 57% entre evangélicos, 41% entre católicos, 65% entre empresários e 77% entre eleitores de Flávio Bolsonaro. Em contraste, 14% dos eleitores de Lula compartilham dessa percepção de piora.

Perspectivas para o futuro

A parcela dos que projetam piora econômica subiu para 35%, ante 21% em dezembro. O otimismo caiu: apenas 30% acreditam em melhora, contra 46% em dezembro. Em julho do ano passado, o otimismo chegou a 28%.

O otimismo varia conforme renda, região e cor. Pessoas com até dois salários mínimos registram 33% de expectativa de melhora, frente a 11% entre quem ganha mais de dez salários. Nordeste tem 36% de esperança, frente a 25% no Sudeste.

Entre raças, pretos (32%) e pardos (31%) apresentam maior propensão a acreditar em melhoria que brancos (26%). O otimismo também é maior entre potenciais eleitores de Lula (51%) do que entre apoiadores de Flávio Bolsonaro (14%), Romeu Zema (16%) e Ratinho Junior (17%).

A avaliação sobre o governo Lula ficou estável, com 32% de aprovação entre dezembro de 2025 e março de 2026, enquanto a rejeição variou de 37% para 40%. O período foi marcado pela desaceleração econômica, juros altos e endividamento, segundo o Datafolha.

Mercado de trabalho e renda

A percepção de piora no mercado de trabalho atingiu 48% dos entrevistados, ante 42% no levantamento anterior, em 2025. Apenas 21% acreditam que o desemprego vai diminuir, o menor índice para o mandato atual segundo a pesquisa.

Dados do IBGE, divulgados recentemente, apontam desemprego de 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, estável frente ao período anterior e o mais baixo da série, ainda que haja expectativa de leve alta no ano.

A pesquisa também indica que 39% dos brasileiros esperam queda de renda, 32% projetam aumento e 29% preveem estabilidade. A inflação é vista como subir nos próximos meses por 61% dos entrevistados.

A Mostra o registro da pesquisa no TSE, código BR-03715/2026, confirmando a metodologia e o recorte temporal utilizados.

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