- A Petrobras afirma estar preparada para qualquer cenário de preço do petróleo diante da volatilidade causada pelo conflito no Golfo Pérsico, segundo a presidente Magda Chambriard.
- Analistas apontam oscilações entre até US$ 120 e US$ 53 o barril para o próximo ano; a empresa busca resiliência para enfrentar esses cenários.
- A Refinaria Duque de Caxias consome óleo árabe leve do Oriente Médio; a estatal já tem estoques no Brasil e barcos a caminho para evitar desabastecimento.
- Os fornecimentos da Petrobras atendem principalmente Índia, China e Europa, com rotas diversas para importação do óleo árabe leve.
- Em 2025, a Petrobras registrou lucro líquido de R$ 110 bilhões, e a CEO criticou políticas de repasse de preços “nervosas” que favoreceram poucos compradores, afirmando que o modelo atual funciona melhor.
A Petrobras afirma estar preparada para qualquer cenário de preço do petróleo diante da volatilidade causada pelo conflito no Golfo Pérsico. A presidência da estatal, Magda Chambriard, disse a jornalistas que a cotação ainda não está traçada, com estimativas variando entre US$ 120 e US$ 53 no próximo ano.
A dirigente ressaltou que a oscilação é intensa e que a empresa precisa manter resiliência para enfrentar cenários adversos. Chambriard citou a volatilidade como parte do contexto atual do mercado, em meio a tensões internacionais.
Logística e importações
Claudio Schlosser, diretor executivo de logística, comercialização e mercados, informou que a Refinaria Duque de Caxias consome um óleo específico, o árabe leve, vindo do Oriente Médio. A Petrobras importa cerca de dois navios desse produto a cada três meses.
A estatal já mantém estoques de árabe leve no Brasil e tem embarcações em rota, com outras encomendas chegando por três rotas distintas. Segundo ele, isso reduz o risco de desabastecimento e não há perspectiva de escassez a longo prazo.
Mercados e tarifas
Schlosser comentou que os fluxos de óleo da Petrobras atendem principalmente Índia, China e Europa, com rotas para o Mediterrâneo predominantes. O executivo afirmou que houve ajuste no frete global e que as margens da companhia têm melhorado com a posição atual do mercado.
Chambriard manteve que, apesar da volatilidade, a política de preços da Petrobras segue estável. Ela destacou o resultado de 2025 como evidência de funcionamento adequado da política de repasses diante de variações de preço.
Resultado e Venezuela
A CEO mencionou o lucro líquido da estatal em 2025, de R$ 110 bilhões, apontando aumento de 200% frente a 2024, mesmo com queda do Brent no ano anterior. Segundo ela, o regime de repasses foi revisado para evitar impactos negativos generalizados.
Sobre a exploração na Venezuela, Chambriard disse que só avaliaria caso o embargo seja cancelado e haja autorização. Atualmente, não há aprovação para atuação no país.
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