- Em fevereiro, as exportações de carne de frango totalizaram 493,2 mil toneladas, alta de 5,3% frente ao mesmo mês de 2024, com receita de US$ 945,4 milhões, aumento de 8,6%.
- No acumulado do primeiro bimestre, o Brasil exportou 952,3 mil toneladas e faturou US$ 1,819 bilhão, elevações de 4,5% e 7,2%, respectivamente.
- A China retomou o patamar de importações anterior, ficando entre os principais destinos, com 49,4 mil toneladas em fevereiro, queda de 0,4% ante fevereiro de 2025.
- Outros embarques relevantes em fevereiro: Emirados Árabes Unidos (44 mil t, +13,4%), Japão (38,2 mil t, +38%), Arábia Saudita (33,8 mil t, +7,3%), África do Sul (31,3 mil t, +27,6%), União Europeia (30,1 mil t, +46,3%), Filipinas (30 mil t, +29,2%), Coreia do Sul (18,5 mil t, +2,4%), México (15,8 mil t, -24,3%) e Cingapura (15,4 mil t, +20,1%).
- O setor ressalta que a guerra no Golfo Pérsico dificulta o transporte e que exportadores trabalham em alternativas logísticas para manter o fluxo aos destinos afetados.
A exportação brasileira de carne de frango atingiu recorde em fevereiro, com receita de US$ 945,4 milhões e volume de 493,2 mil toneladas. O desempenho impulsionou o total do primeiro bimestre para US$ 1,819 bilhão, uma alta de 7,2% frente ao mesmo período de 2025. A China retomou seu papel de principal importadora, fortalecendo as vendas.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) destacou a recuperação dos embarques para a China, igualando o patamar anterior, além de desempenho positivo nas exportações para a União Europeia. O presidente da ABPA, Ricardo Santin, avaliou que os efeitos da gripe aviária já foram superados e a demanda dos maiores compradores segue firme.
A China importou 49,4 mil toneladas em fevereiro, queda de 0,4% ante fevereiro de 2025. Outros destinos de destaque foram Emirados Árabes Unidos (44 mil t), Japão (38,2 mil t), Arábia Saudita (33,8 mil t), África do Sul (31,3 mil t) e União Europeia (30,1 mil t). Cingapura e Filipinas também registraram avanços expressivos.
Contexto e destinos-chave
Santin ressaltou que a demanda global continua fortalecida, mesmo com a intensificação de competição entre mercados. A Alemanha, a UE e outros importadores mostraram sinais de retomada de compras, contribuindo para o aumento de receita.
A ABPA aponta ainda que o setor enfrenta desafios logísticos diante do conflito no Golfo Pérsico, que eleva custos de transporte e pode afetar rotas. Em resposta, exportadores trabalham na construção de alternativas logísticas para manter o fluxo aos destinos impactados.
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