- O preço do petróleo Brent superou US$ 90 por barril, atingindo US$ 91,89 em picos de sexta-feira, máxima desde abril de 2024.
- A subida acompanha relatos de que o Kuwait começou a reduzir a produção em alguns campos por falta de espaço de armazenamento.
- A crise de armazenamento no Oriente Médio e a possibilidade de grandes produtores interromperem a extração preocupam o mercado, com instalações na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes podendo chegar ao limite em cerca de 20 dias.
- O ministro de energia do Qatar informou que, se a guerra persistir, todos os exportadores do Golfo poderiam paralisar a produção em semanas e o petróleo poderia chegar a US$ 150 o barril; o país responde por cerca de 20% das exportações globais de gás natural liquefeito.
- Na prática, os mercados tiveram queda de ações na Europa e na Ásia e alta de juros de títulos; o preço do gás no Reino Unido também subiu em meio a receios de interrupções no fornecimento.
O preço do petróleo voltou a subir acima de 90 dólares por barril após o estopim do conflito com o Irã, ampliando as preocupações com inflação global. A elevação atingiu nível mais alto desde 2024, com o Brent chegando a 91,89 US$ em alta de sexta-feira. Kuwait interrompeu parte da produção por falta de espaço de armazenamento.
A valorização ocorre 6 anos após a pandemia, alimentada pela ofensiva entre EUA e Israel contra o Irã no fim de semana passado. O cenário de conflito gera receios de crise de estoques no Oriente Médio, o que pode levar grandes produtores a reduzir extração.
Especialistas apontam que armazéns na Arábia Saudita e Emirados Árabes podem chegar ao limite em cerca de 20 dias, segundo a Kpler, levando a novas paralisações. A medida é considerada último recurso pela dificuldade de reativar a produção rapidamente.
Mercado e impactos
O ministro do Petróleo do Qatar advertiu que, se a guerra continuar, exportadores do Golfo poderiam interromper a produção em semanas, elevando o petróleo a 150 US$ o barril. Saad al-Kaabi citou atraso na retomada de exportações de LNG após ataque a terminal, afetando 20% das exportações globais do gás.
O Brent segue pressionado, influenciando também o mercado de gás na Europa. O Reino Unido, que depende pouco do Qatar, viu preços de gás dispararem para níveis de três anos. Analistas indicam que a volatilidade pode continuar enquanto houver tensão na região.
No front de mercados, ações de empresas aéreas recuaram fortemente. A IAG caiu mais de 12% e a Wizz Air perdeu cerca de 20% após alerta de lucros, com o conflito no Oriente Médio impactando as perspectivas de tráfego.
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