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Revolut amplia atuação nos EUA com licença bancária e novo CEO regional

Revolut busca licença bancária nos EUA e nomeia Cetin Duransoy como CEO regional, mirando operar como Revolut Bank US sob supervisão regulatória

Empresa avaliada em US$ 75 bilhões buscou o sinal verde para operar em todos os 50 estados americanos (Foto: Chris Ratcliffe/Bloomberg)
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  • A Revolut pediu licença bancária nos Estados Unidos e nomeou Cetin Duransoy, ex-Visa, como CEO regional para o país.
  • A empresa busca autorização da Office of the Comptroller of the Currency e da Federal Deposit Insurance Corporation para operar em todos os 50 estados como Revolut Bank US, com acesso direto aos sistemas de pagamento do Federal Reserve e seguro de depósitos de até US$ 250.000 por conta.
  • Nik Storonsky, fundador e CEO, disse que os EUA são um pilar da estratégia de crescimento global e que a entrada no país é um marco importante.
  • A empresa mantém uma equipe local de pouco menos de 200 pessoas, expectativa de crescer após a licença, e planeja abrir um centro em Stamford, Connecticut, além de ampliar operações em Nova York.
  • A Revolut já tem mais de um milhão de contas nos EUA, pretende investir US$ 500 milhões em 3 a 5 anos e disputa espaço com fintechs como Wise e Nubank na busca por licenças e expansão no mercado norte-americano.

A Revolut está avançando com uma ambiciosa expansão nos Estados Unidos ao pedir uma licença bancária e nomear um CEO regional. A empresa busca atuar como Revolut Bank US, atendendo a todos os 50 estados, mediante autorização do OCC e da FDIC. A medida representa uma mudança estrutural no modelo atual, que depende de bancos parceiros.

O objetivo é ganhar acesso direto aos sistemas de pagamento do Federal Reserve e oferecer depósitos com seguro federal de até US$ 250 mil por cliente e empréstimos. Nik Storonsky, fundador e CEO, descreveu a entrada no mercado como marco estratégico para o crescimento global.

Cetin Duransoy, ex-executivo da Visa e da Capital One, liderará as operações americanas. Ele já dirigiu a plataforma Raisin nos EUA e se junta a uma equipe local de pouco menos de 200 funcionários, com planos de expansão após a licença. A empresa planeja ainda ampliar sua presença com um novo centro em Stamford, Connecticut, além de manter escritório em Nova York.

Licença bancária e estrutura regulatória

A Revolut busca autorização para operar como banco nacional, o que permitiria reduzir intermediários e custos operacionais, segundo Sid Jajodia, diretor bancário global. A empresa também considera buscar aprovação do Fed para estabelecer uma holding no futuro.

A companhia tem investido fortemente no país, com mais de 1 milhão de contas abertas nos EUA e um plano de investimento de US$ 500 milhões em três a cinco anos. Além de campanhas de visibilidade, a Revolut já iniciou ações em marketing, como promoções de transporte público em Nova York.

Cenário e próximos passos

A Revolut avalia estratégias de crescimento no maior mercado global, competindo com fintechs como Wise e Nubank, que já obtiveram avanços regulatórios nos EUA. A empresa também indicou que, mesmo com a licença, pode manter parcerias bancárias enquanto finaliza a construção de sua própria estrutura de operações.

Fontes associadas à Reuters apontaram que, no fim de 2023, a empresa avaliou a aquisição de um banco americano para acelerar a expansão, ainda que a direção tenha declarado foco na licença como etapa principal. A Revolut concentra esforços para consolidar presença nos EUA sem abrir mão de expansão já anunciada no México.

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