- A Caixa teve lucro líquido recorrente de R$ 2,77 bilhões no quarto trimestre, queda de 39,6% ante o mesmo período de 2024, com provisões para créditos de liquidação duvidosa subindo 14,6%.
- A provisão para créditos de liquidação duvidosa foi de R$ 5,36 bilhões nos últimos três meses de 2025, aumento de 14,6% em relação ao ano anterior.
- Para 2026, a Caixa projeta expansão da carteira de crédito entre 9% e 13%, e crescimento da margem financeira bruta entre 11,5% e 15,5%.
- Em 2025, a carteira de crédito total fechou em R$ 1,378 trilhão, com alta de 11,5% ano a ano; imóveis +13%, crédito comercial pessoa jurídica +14,2%, pessoa física +13,4%, agronegócio +0,6% e saneamento -1%.
- O retorno sobre o patrimônio líquido recorrente ficou em 10,67% nos últimos 12 meses; a margem financeira foi de R$ 17,5 bilhões; os índices de capital principal em 14,28% e de capital nível 1 em 15,05%.
A Caixa Econômica Federal encerrou 2025 com lucro líquido recorrente de R$ 2,77 bilhões no quarto trimestre, queda de 39,6% ante o mesmo período de 2024. O resultado foi prejudicado pelo aumento de 14,6% nas provisões para créditos de liquidação duvidosa, conforme balanço divulgado pelo banco estatal.
As provisões para calotes somaram R$ 5,36 bilhões nos últimos três meses de 2025, elevação de 14,6% em relação ao 4T de 2024. O desempenho também foi impactado por despesas administrativas de R$ 12,77 bilhões, crescimento de 7,9%.
A carteira de crédito total fechou 2025 em R$ 1,378 trilhão, alta de 11,5% frente a 2024. Entre os ramos, houve avanço de 13% em imóveis, 14,2% em crédito comercial para pessoa jurídica, 13,4% para pessoa física, com variações menores em saneamento, infraestrutura e agronegócio.
O índice de inadimplência acima de 90 dias atingiu 3,07%, frente 1,97% de 12 meses antes. No segmento imobiliário houve queda para 1,18%, já pessoa física atingiu 6,02% e pessoa jurídica ficou em 12,13%. O agronegócio apresentou alta a 14,09%.
“Ao longo do ano, as operações agro foram impactadas pelo aumento da inadimplência”, disse a Caixa. “Custos de insumos e queda de preços de commodities pesaram sobre as operações de custeio e investimento”, completou o banco.
Na linha de resultados, a margem financeira atingiu R$ 17,5 bilhões, com alta de 7,4%. O retorno sobre o patrimônio líquido recorrente subiu para 10,67%, (+0,24 p.p.). O índice de eficiência operacional caiu para 53,61%, ante 55,74% em 2024.
Os índices de capital mostraram leve retração: o principal alcançou 14,28% (14,39% em 2024), enquanto o capital nível 1 ficou em 15,05% (14,60% no mesmo período anterior).
Perspectivas para 2026
A Caixa projetou expansão entre 9% e 13% na carteira de crédito total em 2026. A margem financeira bruta deve crescer entre 11,5% e 15,5%. As projeções refletem o objetivo de manutenção de balanço equilibrado diante do cenário macro.
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