- Grecianos começaram uma greve de 24 horas, que interrompeu os serviços de ferry locais no porto de Pireus.
- Os protestos exigem a evacuação e repatriação de tripulações presas no Golfo, diante do agravamento do conflito no Oriente Médio.
- A Grécia é destaque no comércio mundial, com mais de 325 navios de interesses gregos na região do Golfo e dezenas de tripulantes gregos entre eles.
- Os grevistas pedem que a área seja declarada zona de risco de guerra para facilitar a repatriação pelo custo dos empregadores.
- A Organização Internacional Marítima diz monitorar cerca de 20.000 mariners na região; vários navios já sofreram ataques ou danos desde o início do conflito.
Greek seafarers entram em greve de 24 horas nesta quinta-feira, parando os serviços de ferry locais. O protesto cobra a evacuação de equipes presas no Golfo durante a escalada do conflito no Oriente Médio e a declaração da área como zona de risco de guerra para facilitar a repatriação.
O protesto ocorreu em Pireu, na Grécia, com o anúncio feito em 5 de março. O conflito iraniano ameaça portos do Golfo e já afeta o comércio global via Estrada de Ormuz, passagem que representa cerca de 20% do abastecimento global de petróleo e gás.
A Grécia é grande polo da navegação mundial, com uma das maiores frotas mercantes. Mais de 325 navios com interesses gregos estão na região do Golfo, segundo dados do sector.
Demandas e contexto
Manifestantes se reuniram do lado externo da associação de armadores, perto do porto de Pireu, e instalaram uma mensagem no local. Uma caravana de motos seguiu para o Ministério de Transportes, em sinal de cobrança por soluções.
A Organização Marítima Internacional expressou preocupação com cerca de 20 mil marinhos na região. Ao menos nove navios teriam sido danificados desde o início dos choques. Marinheiros têm direito contratual de recusar navegação em zonas de guerra e pedir repatriação às custas do armador.
Navios permaneciam atracados em águas abertas fora das principais rotas do Golfo, enquanto dezenas de tanker ainda ocupavam a Estrada de Hormuz, conforme dados de rastreamento. Responsáveis reconhecem riscos de ataques, bem como de escassez de alimentos e suprimentos.
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