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Broadcom mira US$ 100 bi em chips de IA, desafia domínio da Nvidia

Broadcom mira US$ 100 bilhões em chips de IA até 2027, desafia Nvidia com aceleradores, redes e semicondutores personalizados

A empresa projeta que a receita de chips de IA será de US$ 10,7 bilhões no trimestre atual (Foto: Justin Sullivan/Getty Images)
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  • Broadcom projeta que suas vendas de chips de IA cheguem a US$ 100 bilhões no próximo ano, com objetivo de atingir esse patamar em 2027 e garantindo a cadeia de suprimentos.
  • A empresa espera receita de IA de US$ 10,7 bilhões no trimestre atual, ante US$ 20 bilhões em IA em 2025.
  • As ações subiram cerca de 6,8% no início do pregão, e a Broadcom mantém foco em aceleradores, redes e semicondutores personalizados como alternativa à Nvidia.
  • A projeção para o segundo trimestre fiscal é de aproximadamente US$ 22 bilhões de receita, com plano de recompra de ações de até US$ 10 bilhões.
  • O CEO mencionou contratos com OpenAI, Anthropic e Meta, além de avanço com a TPU do Google, com envio de as primeiras unidades da nova geração de processadores para clientes neste ano.

A Broadcom projeta alcançar US$ 100 bilhões em vendas de chips de IA no próximo ano, ampliando sua atuação em um mercado ainda dominado pela Nvidia. O anúncio foi feito pelo CEO Hock Tan durante teleconferência com analistas na quarta-feira.

A empresa aponta uma linha de visão para chegar a esse patamar em 2027, destacando a garantia da cadeia de suprimentos necessária para sustentar o objetivo. Atualmente, a receita prevista de IA para o trimestre em curso é de US$ 10,7 bilhões.

As ações da Broadcom chegaram a subir cerca de 6,8% no início do pregão, antes da abertura em Nova York. O tom do conselho é de que a empresa se posiciona como alternativa aos aceleradores da Nvidia, com foco em aceleradores e semicondutores de rede.

Perspectivas e resultados recentes

A Broadcom prevê receita total de cerca de US$ 22 bilhões no segundo trimestre fiscal, encerrando em 3 de maio, acima da média de US$ 20,5 bilhões esperada por analistas. Alguns receberam estimativas próximas de US$ 22 bilhões.

No primeiro trimestre fiscal, encerrado em 1º de fevereiro, a empresa registrou US$ 19,3 bilhões em receita e US$ 2,05 por ação. A receita de IA totalizou US$ 8,4 bilhões, mais que o dobro do período anterior, impulsionada pela demanda por aceleradores de IA personalizados e redes.

A empresa também divulgou plano de recompra de ações de até US$ 10 bilhões, a ser executado até o fim do ano. Anteriormente, a Broadcom havia recomprado US$ 7,8 bilhões no primeiro trimestre.

Parcerias e clientes estratégicos

Tan mencionou avanços com clientes de chips, incluindo a OpenAI, que deve iniciar envios em volume no próximo ano. A demanda pela TPU do Google também é forte, com expectativa de crescer em 2027, e a Broadcom trabalha com a Anthropic para apoiar até 1 gigawatt de capacidade este ano, superando 3 gigawatts no próximo.

O executivo também reiterou o andamento de parceria com a Meta, desmentindo relatos de afastamento do plano de aceleradores personalizados, afirmando que os produtos já estão no mercado e que a próxima geração deverá alcançar gigawatts significativos nos próximos anos.

Além disso, a Broadcom continua a atualizar equipamentos de rede para conectar a computação necessária para modelos de IA. A empresa mantém expansão de software por meio de aquisições e reforça sua posição como fornecedora de chips de IA personalizados.

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