- Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em São Paulo, na quarta-feira (4), durante a operação que investiga fraude financeira.
- A investigação aponta um esquema bilionário envolvendo a venda de títulos de crédito falsos ligados ao Banco Master.
- A defesa de Vorcaro nega as acusações e afirma que ele não tentou obstruir a Justiça, colaborando com as investigações desde o início.
- Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, também se entregou; outras prisões preventivas e buscas foram decretadas pelo STF.
- O STF autorizou medidas de afastamento de cargos, além de sequestro e bloqueio de bens de até 22 bilhões de reais para interromper a movimentação de ativos ligados ao grupo.
O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teve a prisão decretada pela Polícia Federal na quarta-feira (4) durante a terceira fase da operação Compliance Zero, em São Paulo. A PF investiga esquema bilionário envolvendo a venda de títulos de crédito falsos por instituições de crédito ligadas ao grupo.
A defesa de Vorcaro nega as acusações e afirma que ele jamais tentou obstruir o trabalho da Justiça ou das autoridades. O texto encaminhado pela defesa ressalta que o empresário sempre colaborou com as investigações e está à disposição das autoridades.
Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, também foi alvo de mandado de prisão e se entregou na Superintendência da PF. A defesa de Zettel disse que ele está à disposição das autoridades, embora não tenha tido acesso ao objeto das investigações.
As prisões fazem parte de uma série de medidas da operação, que também incluiu outros mandados de prisão, buscas e bloqueios de bens. Ao todo, havia ordens de afastamento de cargos públicos e o sequestro de ativos da ordem de até 22 bilhões de reais para interromper a movimentação de ativos ligados ao grupo investigado.
A investigação conta com apoio do Banco Central do Brasil, segundo a PF. O objetivo é apurar possível prática de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, supostamente praticados por uma organização criminosa.
Vorcaro estava previsto para depor na Comissão Parlamentar de Crime Organizado, em Brasília. A participação na CPI seria facultativa, conforme decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, tomada na véspera. Em outra instância, ele já havia sinalizado pela presença na CAE do Senado.
Entre na conversa da comunidade