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Seguradoras marítimas cancelam cobertura de risco de guerra no Golfo por conflito com Irã

Seguros marítimos cancelam cobertura de guerra no Golfo após conflito com o Irã, fechando o Estreito de Hormuz e elevando custos de frete

Oil tankers pass through the strait of Hormuz
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  • Seguradoras marítimas cancelaram a cobertura de risco de guerra para navios no Golfo, com validade a partir de 5 de março, incluindo águas iranianas e áreas adjacentes.
  • O Estreito de Hormuz está praticamente fechado, com cerca de 150 embarcações ancoradas na região.
  • A reroteação das rotas elevou os custos de frete e o preço do petróleo subiu, segundo indicadores de frete e mercado.
  • Maiores empresas de transporte desviaram operações do Mar Vermelho para contornar a região; CMA CGM aplicou sobretaxa de conflito entre US$ 2.000 e US$ 4.000 por contêiner.
  • Empresas de seguros, como Gard, Skuld, North Standard, London P&I Club e American Club, sinalizam riscos adicionais para a navegação na área.

O setor marítimo enfrenta mudanças profundas após o aumento do conflito envolvendo Irã, com seguradoras de guerra suspendendo cobertura para navios na região do Golfo. A medida, anunciada por operadoras globais, vale a partir de 5 de março e abrange águas iranianas, o Golfo e áreas adjacentes.

Ao todo, pelo menos 150 embarcações, incluindo petroleiros e gasíferos, ficaram ancoradas no Estreito de Hormuz e em mares próximos. O estreito, que recebe cerca de 20% do petróleo mundial e de gás por via marítima, ficou efetivamente fechado.

Várias seguradoras de grande peso anunciaram a retirada da cobertura de risco de guerra. Entre elas estão Gard e Skuld (Noruega), North Standard (Reino Unido), London P&I Club e American Club (Nova York). A decisão pode desencorajar novos tráfegos pela região.

Com a suspensão, o custo de transporte tende a aumentar; navios vão a rotas alternativas e os preços de frete sobem. O Índice de Frete Containerizado apontou alta expressiva, e o frete entre Xangai e Jebel Ali quase dobrou nos últimos dias.

Repercussões operacionais

A DP World, sediada em Dubai, interrompeu operações em Jebel Ali após incidente aéreo, mas já retomou. Observadores indicam que, apesar de apenas 2% a 3% do volume global de contêineres passar pelo Estreito, o efeito agregado pode ser relevante para importadores e exportadores da região.

Grupos de navegação, como Maersk, Hapag-Lloyd e CMA CGM, desviaram todas as partidas do Mar Vermelho, remarcando rotas ao redor da África. Norden (Dinamarca) suspendeu novos negócios que dependam da passagem pelo estreito.

A CMA CGM impôs sobretaxa de emergência entre 2000 e 4000 dólares por contêiner para cargas transitando pela região. Analistas destacam que o aperto de capacidade pode impactar prazos de entrega e custos logísticos.

A Beazley, seguradora britânica, viu negociações de ações oscilar após notícias sobre riscos na região. Analistas ressaltam que exposições de seguro de guerra devem permanecer contidas, mesmo com o agravamento do cenário regional.

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