- O Patria traça meta de chegar a US$ 150 bilhões em ativos sob gestão e ampliar presença global, buscando aquisições nos EUA, Europa e América Latina.
- Em fevereiro, o Patria comprou a WP Global Partners, gestora de private equity com cerca de US$ 1,8 bilhão sob gestão, aumentando seu portfólio.
- A atual base de ativos é de aproximadamente US$ 52,6 bilhões; a ambição é ampliar para US$ 150 bilhões.
- O grupo já abriu escritórios em várias cidades e planeja chegar a Chicago e Nova York após a aquisição da WP; reforça foco em crédito privado e fundos imobiliários.
- Em novembro, o Patria adquiriu 51% da Solis Investimentos (mais de US$ 3,5 bilhões sob gestão) e, em dezembro, anunciou aquisição de fundos imobiliários da RBR Asset Management, elevando a exposição no setor.
O Patria, gestora brasileira de investimentos alternativos, reiterou planos de ampliar sua atuação global. A empresa divulgou meta de chegar a US$ 150 bilhões em ativos sob gestão (AUM) e pretende tornar-se uma das 30 maiores gestoras do mundo por meio de aquisições no exterior.
A estratégia envolve fortalecer presença na América do Norte, Europa e América Latina. O sócio-gestor Daniel Sorrentino afirmou à Bloomberg News que ainda existem oportunidades de compra nessas regiões, com foco tanto em mercados desenvolvidos quanto emergentes.
Em fevereiro, o Patria anunciou a aquisição da WP Global Partners, gestora de private equity com atuação em pequenas e médias empresas e cerca de US$ 1,8 bilhão em AUM. Hoje, a empresa soma aproximadamente US$ 52,6 bilhões sob gestão.
Metas e ambição global
Segundo Sorrentino, a ambição é chegar a US$ 150 bilhões em AUM, ampliando a diversificação de clientes e estratégias. O Patria já ampliou portfólio com uma unidade de private equity adquirida do Aberdeen Group em 2024, elevando o total de funcionários para 800, o que representa 27% dos ativos sob gestão.
O executivo revelou que mudou-se recentemente para Londres para apoiar a expansão, mantendo foco no negócio de private equity originado do Aberdeen. A unidade gerida passou a ter 70 funcionários.
O Patria mantém operações em Brasil, Uruguai, Chile, Peru, México, Colômbia, além de Londres, Edimburgo, Hong Kong, Dubai e Los Angeles. Com a aquisição da WP, a empresa passa a operar também em Chicago e Nova York. Escritórios em Toronto e Pequim estão nos planos de expansão.
A meta de crescimento inclui o crédito privado, com aquisição de participações relevantes e captação de recursos para fundos no exterior. Em novembro, o Patria adquiriu 51% da Solis Investimentos, gestora brasileira com mais de US$ 3,5 bilhões sob gestão.
Aquisições recentes e desempenho
Em dezembro, o grupo ampliou participação em fundos imobiliários com a compra de ativos da RBR Asset Management, elevando para US$ 5,1 bilhões o total de AUM em fundos listados, incorporando ativos herdados do Credit Suisse em 2024.
O Patria começou como gestora de private equity e infraestrutura e, desde o IPO nos EUA em 2021, realizou aquisições na América Latina, incluindo a chilena Moneda Asset Management em 2021. Atualmente, o portfólio contempla mais de 35 estratégias e 100 produtos.
O ano anterior foi apresentado pela gestão como o melhor da história, com crescimento de receita, lucro e captação. A gerência informou que a captação de recursos atingiu US$ 7,7 bilhões em 2023, 30% acima do esperado, fortalecendo a meta de US$ 70 bilhões em AUM para o próximo ciclo.
Snowcap Research, empresa que atua em vendas a descoberto, lançou relatório no início do ano questionando avaliações de alguns investimentos de private equity do Patria e o uso de financiamento de fundos para sustentar esses ativos. O Patria contestou as alegações, classificando-as como incorretas em parte.
Acompanhe os desdobramentos sobre as estratégias de expansão do Patria e as respostas do mercado às aquisições anunciadas.
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