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Mercados americanos oscilam enquanto investidores acompanham tensão com o Irã

Mercados dos EUA oscilam no primeiro pregão após ataques ao Irã; Dow cai, S&P avança pouco e Nasdaq sobe, com gas prices em alta e incerteza inflacionária

Traders of the floor of the New York stock exchange on Monday.
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  • O Dow caiu 0,15%, o S&P 500 subiu 0,04% e o Nasdaq avançou 0,36% no fechamento, depois de perdas iniciais superiores a 1%.
  • O pregão teve foco em ações de tecnologia, como Nvidia e Palantir, enquanto ações de viagem, incluindo companhias aéreas, ficaram em baixa.
  • Mercados globais registraram quedas mais acentuadas, com o FTSE 100 caindo 1,2% e o DAX, 2,4%.
  • Os preços do gás subiram significativamente na Europa e na Ásia, e o Brent fechou em alta de 6,9%; o petróleo dos EUA ficou em torno de US$ 72 por barril.
  • As taxas de hipoteca subiram para 6,12% e os rendimentos de 10 anos dos Treasuries subiram; investidores acompanham as tensões com o Irã, enquanto Jamie Dimon disse não se preocupar com inflação se o conflito não for prolongado.

Os mercados dos EUA fecharam o dia com viradas, após abertura marcada pela incerteza sobre o conflito entre EUA/Israel e Irã. O pregão desta segunda-feira acompanhou o primeiro dia de negociação desde os ataques. O Dow caiu no início e reverteu parte das perdas.

Ao final, o Dow caiu 0,15%, o S&P 500 avançou 0,04% e o Nasdaq subiu 0,36%. Empresas de tecnologia puxaram o foco, com Nvidia e Palantir em evidência, enquanto companhias aéreas recuaram com a cautela dos investidores.

A volatilidade também ganhou espaço em mercados globais. Londres caiu 1,2% e DAX, na Alemanha, recuou 2,4% no fechamento do dia.

Mercados globais sob pressão

Investidores monitoram a possibilidade de alta nos preços do gás diante do conflito. Situações de tensão elevam a aversão ao risco e pressionam commodities.

No fim de semana, ataques com drones atingiram a QatarEnergy, gigante do gás, e houve retrocesso no estreito de Hormuz, rota-chave para o tráfego de petróleo entre o Golfo e mercados internacionais.

Energia, petróleo e impactos econômicos

Brent encerrou o dia com ganho de 6,9%. Nos EUA, contratos futuros do petróleo oscilaram e fecharam perto de US$ 72 por barril, nível mais alto desde o verão passado, mas ainda aquém do pico de US$ 120 em 2022.

A inflação norte-americana voltou a entrar no radar após elevação das taxas de juros de 10 anos, com o mercado de hipotecas mostrando leve alta. Taxas de juros hipotecárias passaram de 6% para 6,12%.

Comentários de liderança e viés de mercado

O tom de cautela é reforçado pela incerteza sobre duração do conflito. A economia dos EUA permanece vigilante em relação a pressões inflacionárias caso os ataques se estendam.

Entre figuras de mercado, o CEO Jamie Dimon comentou que não teme impactos prolongados sobre a inflação, ainda que reconheça riscos se houver continuidade do conflito.

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