Em Alta NotíciasFutebolPolíticaBrasilEsportes

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Conflito com Irã eleva preços de fertilizantes

Ureia sobe até treze por cento ante conflito no Oriente Médio, afetando importações; risco de atraso de entrega ao Meio-Oeste e aumento de custos para agricultores

Fertilizantes passam pelo Estreito de Ormuz
0:00
Carregando...
0:00
  • Preços de fertilizantes subiram devido ao aumento de conflitos no Oriente Médio, com impactos no que passa pelo Estreito de Ormuz.
  • A ureia subiu até 13%, indo de US$ 485 a US$ 550 por tonelada no Egito, segundo a CRU Group.
  • Na América do Norte, houve alta de cerca de US$ 77 na área portuária de Nova Orleans, que chegou a US$ 606 por tonelada, conforme a StoneX.
  • Catar, Arábia Saudita e Irã, entre os maiores exportadores de ureia, enviam pelo Estreito de Ormuz, em meio a dificuldades globais de fornecimento e falta de gás natural barato russo.
  • Caso o estreito permita fechamento prolongado, os fertilizantes podem ficar atrasados para a temporada de plantio na região, elevando o risco de custos para os agricultores.

O preço de fertilizantes subiu após o agravamento do conflito no Oriente Médio, que afeta os suprimentos que passam pelo Estreito de Ormuz. Analistas ouvidos pela Reuters na segunda-feira (02) indicaram que o mercado já sente o impacto da tensão regional.

A ureia, fertilizante nitrogenado produzido principalmente a partir de gás natural, registrou alta de até 13% em alguns mercados. No Egito, produtor de ureia, o preço saiu de US$ 485 por tonelada para US$ 550 em ritmo recente, conforme avaliação da CRU Group.

A escalada também impacta as importações para a América do Norte, segundo o analista Josh Linville, da StoneX. Ele apontou aumento próximo de US$ 77 por tonelada, para US$ 606 na área portuária de Nova Orleans, refletindo a maior pressão de custos logísticos e de suprimento.

Três dos dez maiores exportadores globais de ureia — Catar, Arábia Saudita e Irã — enviam o produto pelo Estreito de Ormuz, alimentando um mercado global já pressionado pela escassez de gás natural barato na Europa. Linville destaca que o mundo enfrenta dificuldades com nitrogênio e recebe um golpe significativo neste momento.

Para os agricultores da região central da América do Norte, o fluxo atual ainda permite recebimento de ureia do Golfo Pérsico, mas o atraso pode ocorrer caso haja fechamento prolongado do estreito. O tempo entre carregamento e chegada ao Meio-Oeste é de cerca de dois meses, segundo a análise citada.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais