- A governadora Michele Bullock disse que há uma chance “live” de alta da taxa de juros na reunião de março (16–17), devido à inflação elevada e ao mercado de trabalho apertado.
- Bullock não faz previsão, mas citou inflação de 3,8% e desemprego de 4,1% como fatores para possível movimento rápido, indicando que a reunião pode não ocorrer apenas a cada trimestre.
- A última decisão da autoridade monetária elevou a taxa de juros a 3,85% em fevereiro, em resposta a surto inflacionário no segundo semestre do ano passado.
- Mercados chegaram a precificar mais de 25% de chance de alta em 17 de março após as declarações da governadora, com o consenso mantendo o aumento para maio.
- O golpe no fornecimento de petróleo devido a ataques ao Irã pode sustentar preços de energia, afetando o crescimento global; o Brent operava em US$ 78,07 por barril.
Michele Bullock, governadora do Banco Central da Austrália, disse que existe uma chance real de alta na taxa de juros na reunião de março, em meio a um possível prolongamento do aumento dos preços do petróleo devido aos ataques ao Irã. A avaliação ocorre mesmo com o mercado precificando menos de 50% de chance de mudança.
Segundo Bullock, a inflação está em 3,8% (índice de destaque) e o desemprego em 4,1%, cenário que sustenta a possibilidade de ajuste diante de um mercado de trabalho apertado. Ela afirmou que a próxima reunião, marcada para 16-17 de março, é um encontro vivo e não apenas uma decisão trimestral.
O banco já elevou a taxa de juros para 3,85% na edição de fevereiro, respondendo a uma surpresa inflacionária no segundo semestre do ano anterior. Investidores passaram a reavaliar o cenário após a fala da governadora, segundo a Bloomberg.
Cenário de petróleo e impacto na economia
A vida útil de uma rota marítima crucial para o petróleo permanece essencialmente interrompida desde ataques no Oriente Médio, elevando as preocupações com preços de energia e inflação. A Brent operava em torno de US$ 78 por barril, com impactos ainda incertos sobre o crescimento.
Bullock destacou que, historicamente, choques temporários são considerados pela autoridade, mas o tjrof de energia neste caso pode exigir uma reavaliação. Ela ressaltou que inflação pode influenciar expectativas caso o aperto no preço se prolongue.
A chefe do BC australiano mencionou que o percurso da política monetária busca reduzir a inflação para a meta mantendo os ganhos de emprego. Contudo, questionou-se até que ponto a instituição pode manter a paciência diante de pressões inflacionárias já elevadas.
O impacto de preços de energia também pode favorecer receitas governamentais por meio de exportações, porém aumenta os custos de consumo para famílias, com energia elétrica e combustível mais caros. O BC monitora o cenário global para ajustar sua comunicação e postura.
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