- Greg Abel, em sua primeira carta como CEO da Berkshire Hathaway, afirma que a empresa seguirá os princípios históricos defendidos por Warren Buffett.
- Abel homenageia Buffett como “o maior investidor de todos os tempos” e destaca que Berkshire se tornou uma empresa duradoura com o apoio de Charlie Munger.
- O executivo de 63 anos afirma sentir-se honrado pela nomeação e ressalta que suceder Warren é um desafio, mantendo a cultura da Berkshire como ativo central.
- A carta também antecipa que a próxima reunião anual, em maio, contará com outros executivos do conglomerado, como Katie Farmer (BNSF) e Adam Johnson (NetJets).
- Abel aponta o plano como ambicioso, destacando que a cultura da Berkshire deve perdurar mesmo com um mandato mais curto que o de Buffett, visando fortalecer a empresa a longo prazo.
Greg Abel, novo CEO da Berkshire Hathaway, publicou sua primeira carta anual para investidores, assegurando que a empresa seguirá operando sob os princípios históricos defendidos por Warren Buffett. O documento de 18 páginas chega para explicar a transição e confirmar o compromisso com a cultura da Berkshire.
Na carta, Abel presta homenagem a Buffett, apontando o bilionário como o maior investidor de todos os tempos e destacando a conquista de transformar a Berkshire em uma empresa duradoura ao lado de Charlie Munger. Abel assume o cargo com reconhecimento pela herança de Buffett.
O executivo, de 63 anos, afirma sentir-se honrado pela nomeação e reconhece o desafio de suceder Buffett. A mensagem reforça que manter a cultura da Berkshire é o ativo mais precioso da companhia e que esse compromisso continuará a orientar operações.
A Berkshire Hathaway, hoje avaliada em cerca de US$ 1,1 trilhão, atua em seguros, energia, ferrovias e bens de consumo, com grande portfólio de ações e caixa de aproximadamente US$ 373 bilhões. Buffett deixou o cargo no fim do ano passado, em anúncio feito na reunião de acionistas em Omaha.
O anúncio também cita a psicologia da transição: a referência indireta de que a continuidade da cultura da Berkshire foi fortalecida por aconselhamento de Munger na reunião de 2021. Abel descreve a cultura como o ativo essencial a ser preservado.
Observadores e impacto
A carta marca um marco para investidores que acompanharam a liderança de Buffett por décadas. Analistas sinalizam que a gestão pretende manter o legado de longo prazo e evitar mudanças abruptas na estratégia. A mensagem enfatiza estabilidade e continuidade.
Abel descreve seu ingresso no conglomerado por meio de uma aquisição, após carreira na PricewaterhouseCoopers. Ele participou da fusão com a MidAmerican Energy, em 1998, que levou à integração à Berkshire, passando a dirigir a divisão de energia e, em 2018, a vice-presidência.
A reunião anual de maio, segundo a carta, contará com outros executivos-chave: Katie Farmer, da BNSF, e Adam Johnson, da NetJets. Investidores temiam revelação detalhada do quadro de liderança, com maior transparência sobre a gestão executiva.
Para o público, a carta de Abel sinaliza continuidade do modelo de governança, foco a longo prazo e preservação da cultura que moldou a Berkshire ao longo de anos. O tom é de prudência, sem alterar o eixo estratégico da empresa.
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