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Venezuela cancela venda de ativos da Halliburton a pedido dos EUA

Venezuela cancela leilão de ativos da Halliburton após pressão dos EUA, abrindo caminho para a retomada das operações da empresa no país

A medida deve facilitar caminho para o retorno da empresa sediada em Houston ao país (Foto: Ronald Martinez/Getty Images)
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  • A Venezuela cancelou um leilão de ativos apreendidos da Halliburton após pressão dos EUA, no contexto de intervenção de autoridades da Casa Branca para impedir a venda.
  • A medida ocorre enquanto o governo interino venezuelano busca facilitar o retorno da Halliburton ao país, visando reativar a indústria petrolífera.
  • Em dezembro, um tribunal venezuelano ordenou a venda de equipamentos da Halliburton, avaliados em quase US$ 6,6 milhões, incluindo caminhões, usinas e guindastes.
  • Pouco depois, a Halliburton acionou a Venezuela no tribunal internacional de arbitragem do Banco Mundial.
  • Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, visitou a Venezuela e dialogou com a presidente interina Delcy Rodríguez; a Halliburton também indicou interesse em retomar atividades rapidamente, se houver aprovação e garantias de pagamento.

O governo da Venezuela cancelou o leilão de ativos apreendidos da Halliburton após intervenção dos EUA, que busca facilitar o retorno da empresa ao país. A medida ocorre em meio a esforços da administração Trump para recompor a presença de firmas petrolíferas americanas na Venezuela.

Autoridades norte-americanas teriam pressionado a nova direção venezuelana a cancelar o leilão depois que um executivo da Halliburton encontrou-se com o então presidente Donald Trump em janeiro, segundo fontes familiarizadas com o caso. As informações são da Bloomberg News, sob condição de anonimato.

A Halliburton mantém ativos residuais nos estados de Zulia e Monagas, e a venda de itens como caminhões, usinas e guindastes foi autorizada por decisão de um tribunal venezuelano em dezembro, avaliando o conjunto em quase 6,6 milhões de dólares. O objetivo seria liberar o caminho para a retomada de operações.

A casa branca informou que o presidente e a equipe trabalham com o governo interino para abastecer a indústria petrolífera da Venezuela, beneficiando ambos os povos. A Halliburton, a Petróleos de Venezuela e o Ministério da Informação não comentaram.

Ainda em dezembro, a Halliburton acionou a Venezuela no tribunal internacional de arbitragem do Banco Mundial após a decisão de venda dos ativos. Em janeiro, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, visitou a Venezuela e reuniu-se com a presidente interina Delcy Rodríguez, segundo relatos oficiais.

No começo de fevereiro, a Halliburton enviou equipes para as instalações em Zulia e Monagas, conforme informações de pessoas próximas ao caso. O objetivo compartilhado é facilitar o retorno gradual da Halliburton ao mercado venezuelano, com garantias de pagamento.

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