- Trabalhadores de fast food na Califórnia demandam que as empresas assinem um juramento constitucional de direitos dos trabalhadores para proteger pessoas durante operações do ICE.
- A California Fast Food Workers Union, ligada à SEIU, criou o juramento para que os empregadores assegurem medidas de proteção e dificultem a entrada de agentes sem mandado.
- Em San Jose, funcionários de um McDonald’s fizeram greve depois da gerência não se comprometer a ajudar em caso de ICE, orientando os trabalhadores a se esconderem nos carros.
- O juramento prevê manter áreas privadas livres de acesso de autoridades sem mandado judicial e instruções para proteger privacidade e segurança dos trabalhadores.
- A situação ocorre em meio a impactos econômicos em Los Angeles, com cerca de três milhões e meio de imigrantes na região e mais de seiscentos mil trabalhadores em fast food.
O movimento de trabalhadores de fast food na Califórnia ganha apoio de sindicatos para reafirmar direitos no contexto de operações de imigração. A Califórnia Fast Food Workers Union, ligada à SEIU, lançou um Compromisso Constitucional para assinaturas em locais de trabalho. A iniciativa busca proteger trabalhadores e impedir ações de ICE em áreas privadas sem mandado.
O compromiso estabelece medidas de proteção, como acesso a áreas privadas protegidas e proibição de entrada de agentes sem mandado judicial. Em San Jose, funcionários de uma unidade da McDonald’s deixaram o trabalho após a gestão recusar apoio caso ICE chegasse ao local.
Candida Masin, trabalhadora de Los Angeles, relata que a intensificação das ações de imigração no verão passado levou à ausência de colegas e ao aumento da carga de trabalho. Ela afirma que o medo influencia a frequência de clientes e o atendimento.
Detalhes e desdobramentos
Trabalhadores têm percorrido várias franquias para promover o compromisso e incentivá-las a adotar práticas que protejam privacidade e segurança dos empregados. Em resposta, a organização ressalta que Algumas empresas já sinalizam políticas de proteção de áreas privadas.
Embora as operações de fiscalização em Los Angeles tenham diminuído desde o verão, ICE continua com ações em diferentes áreas da cidade, que abriga uma grande população de imigrantes. Em termos setoriais, mais de um quarto dos cerca de 630 mil trabalhadores de fast food na Califórnia são imigrantes.
Estudos indicam impactos econômicos locais, com relatos de queda de empregos e de receitas em empresas da região após ações de imigração. Autoridades públicas sinalizam a necessidade de equilíbrio entre aplicação de leis e proteção aos trabalhadores.
David Green, da SEIU Local 721, afirma que trabalhadores demandam que grandes empregadores de fast food adotem o compromisso constitucional, para reduzir a ansiedade e fortalecer ambientes de trabalho. A posição é de apoio à assinatura do pacto pelos empregadores.
Reações e contexto
A McDonald’s e a California Restaurant Association não responderam a pedidos de comentário. A reportagem confirma que a assinatura do compromisso pode influenciar a postura de redes rápidas quanto a direitos trabalhistas e imigração.
No âmbito estadual, a pressão dos trabalhadores ocorre em cidades como Los Angeles e Santa Clarita, com propostas de lei locais para melhorar treinamentos e direitos no trabalho, inclusive em relação a situações de fiscalização.
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