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Ministro colombiano propõe tarifa recíproca de 50% sobre produtos ecuatorianos

Colômbia propõe tarifa recíproca de cinquenta por cento para parte de mercadorias equatorianas, ampliando atrito comercial com Quito

Colombia's Minister of Trade, Industry and Tourism, Diana Marcela Morales, speaks during a press conference about tariffs imposed by the Ecuadorian government, in Bogota, Colombia January 27, 2026.
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  • A ministra de Comércio da Colômbia, Diana Marcela Morales, disse que vai apresentar proposta para elevar de 30% para 50% as tarifas sobre determinados produtos equatorianos, cobrindo 73 subitens da pauta, sujeito à aprovação de um comitê governamental.
  • A medida ocorre no contexto de escalada da guerra comercial entre Colômbia e Equador, que na véspera anunciou tarifa de 50% sobre importações colombianas a partir de 1º de março.
  • Morales afirmou que serão avaliados outros produtos sensíveis, além dos 73 subitens já com 50% de tarifa, conforme ações do Equador.
  • O presidente equatoriano, Daniel Noboa, disse que há falhas de fiscalização na fronteira e que o custo de proteção aumentou, citando quase 400 milhões de dólares adicionais por ano; o Equador também aponta déficit comercial de 1,1 bilhão de dólares com a Colômbia.
  • O Equador aumentou a tarifa sobre o petróleo cru colombiano via o oleoduto SOTE para 30 dólares por barril, levando a Colômbia a interromper envios.

A ministra colombiana do Comércio, Diana Marcela Morales, afirmou que apresentará ao governo a proposta de elevar para 50% as tarifas sobre alguns itens ecuatorianos, hoje em 30%. A medida faz parte de uma escalada da guerra comercial entre os dois países, anunciada em Bogotá.

Segundo Morales, a proposta envolve não apenas os 73 itens com tarifa de 30%, mas também produtos sensíveis que tenham sido alvo das ações de Quito. A decisão precisa passar por um comitê governamental antes de entrar em vigor.

A escalada ocorre após Quito anunciar, na véspera, o aumento das tarifas sobre as importações colombianas para 50%, com início em 1º de março. O governo ecuatoriano cita cooperação insuficiente no combate ao tráfico na fronteira.

O chanceler colombiano rebateu as acusações de negligência no controle de fronteira, destacando que o conflito envolve também custos de segurança e operações militares. A visão de Quito é de que a barreira tributária eleva o custo de proteção da fronteira.

Além das tarifas, Quito já havia aumentado em 900% a cobrança sobre o petróleo bruto colombiano transportado pelo oleoduto SOTE, o que levou a Colômbia a interromper envios. A medida impacta o fluxo comercial entre os dois países.

O presidente equatoriano, Daniel Noboa, disse que a medida é consequência da falta de fiscalização na fronteira por parte da Colômbia e afirmou que a tributação elevou a cobrança de proteção para quase 400 milhões de dólares anuais.

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