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Governo recua e cancela aumento de tarifa sobre eletrônicos

Governo recua e revoga parte do aumento da tarifa de importação sobre mil duzentos e cinquenta produtos, mantendo alíquotas anteriores para bens de informática e smartphones

O porto de Santos, em São Paulo. Foto: Porto de Santos/Divulgação
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  • O governo recuou do aumento do imposto de importação para produtos do exterior, anunciado no dia vinte e sete pelo Comitê-Executivo de Gestão.
  • As alíquotas atingiam cerca de mil duzentos e cinquenta produtos e haviam sido elevadas no início do mês, com previsão de arrecadação de 14 bilhões de reais.
  • Bens de capital, máquinas e equipamentos para produção, além de itens de informática e telecomunicação, voltam aos patamares anteriores.
  • Além da revogação das alíquotas a zero, as alíquotas de outros quinze produtos de informática permaneceram; smartphones voltaram a ter alíquota de 16% (antes eram 20%).
  • O recuo, conforme o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, atende demanda do setor produtivo; na semana anterior, o ministro Haddad havia comentado a possibilidade de zerar tarifas se não houvesse concorrência desleal.

O governo Lula recuou no aumento do imposto de importação para produtos importados, incluindo smartphones. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira, 27, pelo Comitê-Executivo de Gestão, órgão da Câmara de Comércio Exterior, e visa ajustar a política após críticas no Congresso e nas redes.

As alíquotas atingiam cerca de 1.250 itens e haviam sido elevadas no início do mês, com expectativa de arrecadação de 14 bilhões de reais. Entre os alvos estavam bens de capital, máquinas e equipamentos para produção, além de itens de informática e telecomunicação.

Alíquotas mantidas para outros itens

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, o recuo atende à demanda do setor produtivo, prevista na resolução anterior que já havia aumentado a alíquota. A revogação das tarifas a zero foi anulada apenas para alguns itens, mantendo patamar anterior para outros.

Ainda conforme o MDIC, as alíquotas de 15 itens de informática permanecem, incluindo smartphones, que voltaram a 16% em vez dos 20% previstos anteriormente. Nesta quarta-feira, 25, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia sinalizado a possibilidade de zerar tarifas caso haja comprovada desleal concorrência.

Repercussão e próximos passos

A decisão gerou forte repercussão negativa no Congresso Nacional e nas redes sociais. O governo sustenta que a mudança atende ao equilíbrio entre competitividade e arrecadação, sem detalhar futuras revisões. O tema continuará em debate no ambiente político e econômico.

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