- A Cyrela é liderada pelos copresidentes Efraim Horn, de 45 anos, e Raphael Horn, de 43, com o terceiro irmão, Jonathan, atuando na CashMe; a gestão é descrita como continuidade geracional desde 2015.
- A empresa mantém foco no alto padrão, lançando entre zero e dez por cento acima do mercado para abrir espaço a valorização de clientes e investidores a longo prazo.
- Em 60 dias, a Cyrela planeja operações com base em cenários atuais, evitando previsões macroeconômicas de longo prazo e priorizando projetos que consigam vender no curto prazo.
- O portfólio inclui indícios de escassez urbana com projetos de paisagismo, como Eden Park by Dror no Brooklin, que terá parque público de oito mil metros quadrados; também houve readequação de terrenos em empreendimentos como o 3400 na zona oeste de São Paulo.
- A diversificação envolve novos negócios, como o C-Capital (fundo voltado a galpões logísticos) e o Cyrela Corporate, escritório projetado pelo estúdio Pininfarina e a ser ocupado pela Cyrela e pelo Nubank.
A Cyrela apresenta seu modelo de gestão e estratégia de alto padrão, sob a coordenação de Efraim Horn, copresidente ao lado do irmão Raphael. O pai, Eli Horn, fundou a empresa em 1962, hoje com três irmãos no topo. Jonathan atua na CashMe, braço financeiro do grupo.
A liderança é descrita por Efraim como uma “mesa redonda”: a decisão é coletiva, sem cabeceira. A mudança geracional foi apontada como continuidade de valores, sem rupturas na filosofia da companhia.
Desde 2012, houve participação dos filhos na sucessão e, desde 2015, Eli e a esposa Suzy integram o The Giving Pledge. Efraim raramente concede entrevistas, mantendo o foco na gestão coletiva.
Governança, margem e foco de negócio
No último trimestre de 2025, lançamentos de alta renda cresceram 34%, somando R$ 2,1 bilhões, segundo a XP. A Cyrela está listada no Novo Mercado da B3, com padrões elevados de governança.
Segundo Efraim, a escala vem da forma de decidir, não da busca pela margem máxima. A empresa lança entre 0% e 10% acima do mercado, abrindo espaço para valorização futura.
Planejamento de 60 dias
O executivo afirma que o Brasil exige planejamento para 60 dias, diante de juros voláteis e ciclos políticos. Projetos devem ser viáveis sob as condições atuais, sem depender de juros futuros.
Essa premissa implica em estruturar empreendimentos que funcionem com crédito mais caro ou vendas mais lentas. A prática é mantida há seis décadas, segundo a empresa.
Escassez urbana e paisagismo
A Cyrela aposta em cidades com áreas verdes para ampliar o apelo de projetos. Eden Park by Dror, no Brooklin, terá parque público de 8 mil m² assinado por Dror Benshetrit.
A empresa reconhece dificuldade de encontrar terrenos grandes em áreas nobres. O exemplo do Faria Lima Financial Center ilustra a necessidade de consolidar diversas propriedades.
Diversificação e futuro
Entre os novos focos, a Cyrela cita o C-Capital, fundo de galpões logísticos. O Cyrela Corporate, assinado por Pininfarina, terá ocupação pela própria Cyrela e pelo Nubank.
Sobre marcas de luxo, a empresa não pretende ampliar projetos assinados com esse perfil anualmente. A qualidade do terreno já estabelece o patamar desejado, segundo a gestão.
O executivo mantém o pragmatismo na visão de futuro: planejar em ciclos curtos e buscar elevar o padrão do mercado brasileiro, oferecendo produtos compatíveis com os melhores do mundo.
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