- Virtus Minerals, empresa dos EUA, está próxima de adquirir os ativos da Chemaf, mineradora de cobre e cobalto na região sudeste da República Democrática do Congo, conforme relatos da imprensa.
- A operação depende da aprovação da Gécamines, a estatal que detém os permisos, e envolve os ativos Etoile e Mutoshi da Chemaf.
- O acordo envolve financiamento estimado em duzentos milhões de dólares da Virtus, mais quinhentos milhões de dólares financiados pelo Orion Resource Partners, com participação de Lloyd Metals e Energy.
- A transação é vista como teste da atuação dos Estados Unidos em cadeias de suprimento de minerais críticos, dentro de um acordo estratégico entre EUA e RDC assinado em dezembro.
- O avanço ocorre em meio a tensões políticas na Gécamines, após a destituição do CEO Guy Robert Lukama, com a aprovação final ainda incerta.
Virtus Minerals, empresa norte-americana com apoio da administração Trump, avança na aquisição dos ativos da Chemaf, mineradora de cobre e cobalto na DRC. O acordo depende da aprovação da Gécamines, estatal congolesa de mineração.
Segundo relatos de imprensa, a transação envolveria a compra de ativos e a assunção de dívidas da Chemaf, com financiamento de um consórcio liderado pela Orion Resource Partners e aporte da Virtus, somados a parcerias com investidores indianos.
A potencial operação ocorre em um momento de esforço do governo dos EUA para fortalecer cadeias de suprimento de minerais críticos, em meio a pressões para reduzir dependência de fornecedores chineses e ampliar influência na região.
Contexto regional
A DRC abriga reservas expressivas de cobre, cobalto, tungstênio e outros minerais estratégicos para indústrias de alta tecnologia e energia limpa. A indústria tem histórico de tensões entre investimento estrangeiro, soberania local e proteção ambiental.
Chemaf já enfrentou dificuldades financeiras e passou por mudanças de gestão. O ativo Etoile, por exemplo, produz cerca de 20 mil toneladas de cobre por ano, enquanto reservas como Mutoshi prometem produção adicional, sujeita a investimentos significativos.
Desdobramentos e watchdogs
Caso o acordo seja autorizado pela Gécamines, a operação testará a viabilidade de participação direta de empresas dos EUA no setor congolesa de minerais críticos. Observadores ressaltam preocupações com impactos ambientais e sociais, bem como com a experiência operacional da Virtus.
A relação entre financiamento externo, supervisão ambiental e garantias de responsabilidades é um ponto de atenção. A agência de financiamento envolvida tem mecanismos de accountability para denúncias, que deverão ser avaliados no decorrer do processo.
Entre na conversa da comunidade