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Subsídios à Rolls-Royce podem parecer altos, mas são considerados inevitáveis

Subsídios estatais para o UltraFan da Rolls-Royce reforçam dependência britânica, com retorno econômico questionável e risco de produção no exterior

Rolls-Royce is now the UK’s fifth most valuable listed company.
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  • A Rolls-Royce pediu apoio do governo do Reino Unido para financiar o desenvolvimento do motor UltraFan, com a expectativa de até £ 200 milhões na primeira tranche.
  • A companhia já recebeu garantias de empréstimos no passado para atravessar a crise de 2020 e segue ampliando lucros, com guidance revisado para o médio prazo.
  • O CEO Tufan Erginbilgiç afirma que subsídios são comuns na indústria aeroespacial e que o apoio público pode gerar ganhos na cadeia de manufatura, empregos e na balança comercial.
  • O UltraFan foi citado em planos de indústria moderna do governo como tecnologia a ser estimulada pelo Aerospace Technology Institute, com a Rolls-Royce arcando com a maior parte dos custos.
  • Há o argumento de que, sem subsídios, a produção poderia migrar para o exterior, especialmente diante de competição de Alemanha e Estados Unidos; o objetivo é manter tecnologia e produção no Reino Unido, com retorno em propriedade intelectual.

Rolls-Royce busca apoio público para financiar o desenvolvimento do motor UltraFan, engine manufacturer e empresa de defesa que acumula reservas de caixa suficientes para recomprar bilhões em ações nos próximos anos. A companhia sugeriu que o governo do Reino Unido contribua com recursos, em um montante que circula em torno de centenas de milhões de libras, para adiantar o financiamento inicial do projeto.

O pedido acontece em meio a um cenário em que o governo tem apoiado o setor aeroespacial e respirado por meio de garantias e investimentos públicos no passado. O foco atual é a viabilização financeira de uma tecnologia de motor mais eficiente, que a empresa afirma ter potencial de impacto econômico, incluindo criação de empregos e melhoria da balança comercial.

O diretor-executivo Tufan Erginbilgiç aponta que o apoio estatal é comum na indústria aeroespacial e que rivais internacionais recebem volumes maiores de subsídios. Ele destaca que os benefícios indiretos, como a cadeia de suprimentos e empregos diretos, podem justificar o investimento público, especialmente com alta taxa de exportação prevista para o UltraFan.

Outro eixo do debate envolve a estratégia industrial do governo, cujo planejamento está associado a metas de inovação e manufatura avançada. Documentos oficiais mencionaram o UltraFan como um alvo de apoio institucional para tecnologias de ponta na indústria, com a expectativa de que a maior parte do custo seja arcado pela própria Rolls-Royce.

A intimidade entre investimento público e decisões de produção é um ponto sensível. A possibilidade de que as operações retornem ou se consolidem fora do Reino Unido é citada como cenário relevante caso o financiamento não seja aprovado, com a concorrência de mercados como Alemanha e Estados Unidos disputando o protagonismo em motores de avião de fuselagem estreita. O tema provoca um debate sobre condições contratuais e garantias de aproveitamento tecnológico local.

Informações disponíveis indicam que, além do UltraFan, a Rolls-Royce estende oportunidades de negócio para áreas como reatores modulares de uso nuclear, sistemas de energia para datacenters de IA e participação em programas de defesa da OTAN. A expectativa é manter a presença tecnológica e a propriedade intelectual no Reino Unido, garantindo vantagens para a indústria local e para o emprego.

As autoridades britânicas são apontadas como responsáveis por buscar cláusulas transparentes que assegurem resultados tangíveis, além de avaliar compromissos de produção e transferência de tecnologia. A imprensa destaca a necessidade de ficar claro o que o Estado recebe em retorno pelos subsídios, para além de projeções gerais de valor agregado.

Em síntese, a empresa mantém o tom de que o UltraFan é estratégico para o avanço tecnológico e para a capacidade industrial nacional. O governo encara o tema como parte de uma pauta maior de fortalecimento da indústria aeroespacial, com a ressalva de que a decisão final dependerá de critérios técnicos, econômicos e de competitividade internacional.

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