- Stellantis registrou prejuízo de € 1,38 bilhão no semestre encerrado em dezembro, com a maior parte das perdas na América do Norte, de € 941 milhões.
- No acumulado de 2024, o prejuízo total chegou a € 25,4 bilhões, concentrado no segundo semestre, após reduzir o impulso em veículos elétricos.
- A empresa está reverter estratégias de EVs como parte de um esforço para recuperar participação nos EUA e na Europa, incluindo ajuste de planos de fabricação de baterias.
- Na Europa, o resultado foi de prejuízo operacional ajustado de € 660 milhões, com impacto também de recall de airbags da Takata; as entregas na região recorreram a volumes estáveis.
- A Stellantis manteve a orientação para 2026, buscando crescimento de receita de um dígito e margem de lucro operacional ajustada de um dígito baixo; detalhes serão apresentados em 21 de maio.
A Stellantis encerrou 2025 com prejuízo no segundo semestre, após reduzir o ritmo de veículos elétricos. O resultado negativo totalizou € 1,38 bilhão no semestre até dezembro, com a maior parte das perdas concentradas na América do Norte, onde atingiram € 941 milhões. A divulgação ocorreu nesta quinta-feira.
A empresa anunciou que a estratégia de elétricos, antes agressiva, foi recalibrada diante da fraca demanda na Europa e da retirada de incentivos nos EUA. A prioridade passou a foco em recuperação de participação de mercado na América do Norte e na melhoria da rentabilidade dos modelos existentes.
Ao longo do ano, o prejuízo acumulado atingiu € 25,4 bilhões, com o segundo semestre respondendo pela maior parte do resultado. A Stellantis tem ajustado planos, reduzindo preços para impulsionar volumes e reequilibrar sua base de produção.
Contexto estratégico
Na Europa, o resultado operacional ajustado foi de -€ 660 milhões, incluindo custos da campanha de recall de airbags Takata. O desempenho contrasta com o lucro operacional ajustado de € 359 milhões no mesmo período de 2024. Vendas de marcas como Peugeot, Fiat e Opel ficaram estáveis em cerca de 1,2 milhão de veículos.
A empresa informou que, nos EUA, houve avanço em entregas, que cresceram 39%, totalizando 825 mil veículos, em meio a ajustes de portfólio e preços para estimular demanda. A Stellantis manteve a linha de cortes de custos, ainda sob avaliação de eficiência e de capacidade de produção de baterias.
Perspectivas e próximos passos
A Stellantis reiterou a projeção para 2026, buscando crescimento de receita de um dígito e margem operacional ajustada de um dígito baixo neste ano. A direção afirmou que a estrutura atual deve permanecer como grupo global, com ajustes que incluem melhoria de qualidade e lançamento de novos modelos.
O CEO Antonio Filosa informou que o segundo semestre trouxe sinais iniciais de melhoria na qualidade e na introdução de novos modelos. Detalhes adicionais devem ser apresentados em 21 de maio, em um evento de mercado de capitais nos EUA.
Entre na conversa da comunidade