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Lula se reúne com Cosan, Shell e BTG para discutir crise da Raízen, dizem fontes

Lula reúne Cosan, Shell e BTG em Brasília para discutir crise da Raízen e possível apoio financeiro, segundo fontes

Discussões na reunião teriam incluíd possíveis injeções de capital e outras medidas destinadas a estabilizar o balanço patrimonial da Raízen.
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  • Lula reuniu-se, em Brasília, com executivos da Cosan, Shell e BTG Pactual para tratar da crise da Raízen, antes do Carnaval.
  • Participaram da conversa a diretora-executiva da Petrobras, Magda Chambriard; o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
  • A reunião ocorreu antes da viagem de Lula à Ásia em 18 de fevereiro; dias depois, a Raízen pediu apoio financeiro aos seus principais acionistas.
  • Foi discutida a possibilidade de vender ativos estratégicos da Raízen para a Petrobras, mas a ideia não avançou devido a propostas em andamento de acionistas.
  • A Petrobras informou que Chambriard não participou de nenhuma reunião para discutir a Raízen; representantes de Cosan, Shell, Raízen, BNDES e Haddad não comentaram; o BTG não respondeu.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de uma reunião em Brasília com executivos de Cosan, Shell e BTG Pactual para tratar da crise da Raízen, produtora brasileira de açúcar e etanol. A reunião ocorreu antes do Carnaval, visando avaliar ações emergenciais.

Também estiveram presentes Magda Chambriard, diretora da Petrobras, Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, segundo fontes da Bloomberg News. Os interlocutores pediram anonimato.

A Raízen enfrenta custos elevados de empréstimos, saídas de capital e quedas de produção, com rebaixamento de ratings nos últimos meses. Dias após o encontro, a empresa buscou apoio financeiro formal dos acionistas.

Segundo apuração, houve discussão sobre venda de ativos estratégicos para a Petrobras, mas a ideia não avançou devido a propostas alternativas em estudo pelos acionistas. As negociações seguem em andamento.

Especulações sobre aporte financeiro e medidas de reequilíbrio também ganharam espaço, com o BTG e a Shell apresentando propostas em Londres e São Paulo. O objetivo é estabilizar o balanço da Raízen.

A Cosan, controlador da Raízen, procurou o BNDES para viabilizar apoio financeiro. Funcionários do banco se mostram cautelosos diante do aumento do risco de crédito da empresa.

O BNDES já investiu 409 milhões de reais na oferta de ações relacionadas a um aumento de capital de 10 bilhões de reais, apoiado por BTG Pactual e Perfin Infra. O cenário ainda depende de planos de capitalização.

A Petrobras informou que Chambriard não participou de nenhuma reunião para discutir a Raízen. A companhia não comentou o episódio de forma mais ampla. As negociações permanecem sob sigilo.

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