- Justiça do DF bloqueou e arrestou ações do BRB ligadas ao Banco Master, em atuação liminar da 13ª Vara Cível, após pedido do próprio BRB.
- Medida envolve participações avaliadas em cerca de R$ 376,4 milhões e impede a alienação dos ativos.
- O bloqueio atinge ações de pessoas físicas e de fundos de investimento, além de empresas como Blue Solutions Asset Management e Casamata Administração e Participações.
- A ação faz parte de apuração da Operação Compliance Zero, com investigaçõ es sobre aquisição pelo BRB de carteiras do Master, que está em liquidação extrajudicial; há relatório encaminhado à Polícia Federal.
- Prejuízo estimado já aponta para mais de R$ 5 bilhões, com balanço esperado em março, e o Banco Central já havia rejeitado, em 3 de setembro de 2025, a compra do Master pelo BRB.
O BRB (Banco de Brasília) teve bloqueio e arresto de ações ligados a membros do grupo Banco Master, em decisão liminar da Justiça do Distrito Federal. A medida, solicitada pelo próprio BRB, envolve participações avaliadas em 376,4 milhões de reais. O objetivo é evitar alienação de ativos enquanto apura irregularidades.
A ação decorre da Operação Compliance Zero, que investiga supostos desvios envolvendo o Master. O processo tramita em sigilo, mas o BRB informou ao mercado o ajuizamento da medida. Participações de pessoas físicas e fundos de investimento foram atingidas pelo bloqueio.
Entre os atingidos estão Deneb Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, Borneo, Siracusa, Delta e Asterope. Também aparecem Blue Solutions Asset Management e Casamata Administração e Participações. Os nomes apontados incluem empresários ligados ao Master.
Segundo o BRB, o dinheiro bloqueado pode facilitar o ressarcimento de prejuízos à instituição causados por operações com o Banco Master, que está em liquidação extrajudicial. A instituição acusa entrada no capital social de forma suposta ilegal.
O fato relevante também informou que o BRB encaminhou um relatório preliminar da apuração à Polícia Federal. A investigação interna é conduzida pelo escritório Machado Meyer, com apoio da Kroll.
O BRB já aponta prejuízos relevantes na aquisição de carteiras do Master, com estimativas de dano superior a 5 bilhões de reais, além de indícios de fraude. O balanço definitivo deve ser divulgado em março, quando o mercado aguarda dados contábeis.
Em novembro de 2025, a PF deflagrou a operação que culminou na aquisição questionada. Na ocasião, o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado pela Justiça e demitido posteriormente.
Em 3 de setembro de 2025, o Banco Central rejeitou a compra do Master pelo BRB, que pretendia adquirir por meio de aquisição de 49% das ordinárias, 100% das preferenciais e parte do capital total. O BC citou avaliação de riscos e ativos duvidosos.
Com a rejeição e o avanço das investigações, o BRB busca recompor liquidez e capitalização, além de pleitear ressarcimento judicial pelos prejuízos ocorridos. A apuração envolve várias partes, sob supervisão de autoridades e órgãos reguladores.
Entre na conversa da comunidade