- O número de jovens de 16 a 24 anos sem trabalho nem estudo (Neet) chegou a 957.000 no último trimestre de 2025, equivalendo a 12,8% desse grupo.
- Comparado ao trimestre anterior, houve alta de 11.000 Neets; as jovens subiram 13.000 e os jovens homens caíram 2.000, totalizando 510.000 homens e 448.000 mulheres nessa situação.
- A alta de Neets foi impulsionada pelo desemprego entre jovens, com o número de 16 a 24 anos buscando emprego chegando a 411.000, um aumento de 45.000 frente ao terceiro trimestre de 2025.
- Economistas e grupos de empresários apontam que o aumento do desemprego jovem está ligado a medidas como a contribuição patronal para a previdência social e à tentativa de equalizar salários mínimos entre faixas etárias.
- O governo é alvo de recomendações da think tank Resolution Foundation: pausar a equalização do salário mínimo e ampliar a faixa de garantia de estágio remunerado para jovens até 24 anos, para evitar que esse cenário se agrave.
O número de jovens no Reino Unido que não trabalham nem estudam subiu para 957 mil no último trimestre de 2025, representando 12,8% dessa faixa etária. O dado, divulgado pela ONS, mostra alta ante os 946 mil do trimestre anterior.
Entre os jovens, houve aumento de 13 mil no total de jovens mulheres classificadas como Neet, enquanto o contingente masculino caiu em 2 mil. Ao todo, 510 mil homens e 448 mil mulheres encontram-se nessa situação.
O aumento foi explicado pela ONS pela elevação da procura de emprego entre 16 e 24 anos, com 411 mil jovens nessa condição, alta de 45 mil em relação ao trimestre anterior. O indicador de inatividade permanece elevado, em 547 mil.
Contexto e impactos
Especialistas apontam que a alta ocorre em meio a um mercado de trabalho desafiante para jovens, acima da média da UE em desemprego entre 16 e 24 anos. Analistas vinculam o movimento a ajustes na tributação de empregadores e a mudanças na remuneração mínima por faixa etária.
Entidades como a Resolution Foundation defendem medidas. Em relatório recente, a instituição sugeriu uma pausa na equalização de faixas da remuneração mínima e a concessão de oportunidades de trabalho com contrato garantido para jovens entre 18 e 24 anos.
O debate também envolve avanços tecnológicos. A previsão de impactos da inteligência artificial em empregos de entrada alimenta preocupações sobre o futuro ocupacional de graduados. Grandes empresas anunciaram cortes de pessoal, justificados por estratégias de redução de custos e uso de IA.
Panorama nacional e próximos passos
A consultoria e o governo acompanham o tema com uma revisão em curso sobre causas da inatividade entre jovens, com relatório previsto para o próximo verão. A expectativa é orientar políticas públicas que reduzam o resultado de curto prazo e evitem estagnação geracional.
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