- Interesse de compradores dos EUA em Nuuk no início de 2025 levou a Groenlândia a restringir aquisições estrangeiras e a deslocar o foco da lei de screening de investimentos.
- O mercado imobiliário em Nuuk, cidade com cerca de 20 mil habitantes, ficou mais pressionado segundo advogados e firmas locais.
- A lei de screening de investimentos estrangeiros, apresentada ao parlamento em outubro, passa a tratar também de motivações políticas dos investidores, além de bloquear operações consideradas de risco.
- O texto exige que estrangeiros informem a origem de recursos e permite rejeitar negócios ligados a interesses políticos, com avaliação obrigatória para setores como infraestrutura crítica, tecnologia da informação, dados classificados, mineração, hidroelétrica e empresas estatais.
- O governo diz que ainda não recebeu pedidos formais relacionados a planos de capital americano e que negociações com os EUA seguem, com possibilidade de reavaliar a posição se houver impasse.
Greenlandic lawmakers aceleraram a tramitação de uma lei de screening para investimentos estrangeiros após o aumento do interesse de compradores norte-americanos em Nuuk no início de 2025. O objetivo é avaliar a origem de recursos e evitar impactos sobre o mercado imobiliário local.
A pressão veio de parlamentares que temem que compradores estrangeiros possam ter motivações políticas ocultas. A medida surge num contexto de economia estagnada e necessidade de atrair capital, sem perder o controle sobre áreas sensíveis.
O governo dinamarquês já destinou verbas para infraestrutura, e a União Europeia anunciou apoio financeiro adicional. Apesar do clima, há expectativa de que o texto seja votado em abril, mantendo o foco na segurança.
Proposta de screening de investimentos
O projeto, apresentado formalmente ao parlamento em outubro, prevê exigir a divulgação da origem de recursos de investidores estrangeiros. A lei permite rejeitar negócios com vínculos políticos preocupantes.
O objetivo é evitar riscos à segurança e à ordem pública de Greenland e aliados, incluindo membros da OTAN. Investimentos em infraestrutura crítica, tecnologia e exploração de minérios entram na verificação obrigatória.
Contexto econômico e político
A iniciativa não mira apenas a China, segundo parlamentares. A pressão por capital americano acompanha negociações em curso com os EUA sobre presença e acesso na ilha, que depende de financiamento externo para ampliar sua mineração e infraestrutura.
Entre na conversa da comunidade