- O Conselho Monetário Nacional autorizou ampliar em 8 bilhões o limite de empréstimos dos Correios com garantias da União, para sustentar o Plano de Reestruturação da estatal.
- Integrantes do governo e da própria empresa não descartam a possibilidade de o recurso vir via aporte direto do Tesouro Nacional, em vez de empréstimo.
- Em dezembro de 2025, os Correios já haviam captado 12 bilhões em empréstimo com garante da União, junto a Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, com validade até 2040.
- A decisão final deve sair ao fim do primeiro semestre, enquanto a empresa enfrenta crise histórica e prevê déficit de 9,1 bilhões em 2026, com prejuízo acumulado de 6 bilhões de janeiro a setembro de 2025.
- O Tesouro autorizou o empréstimo de 12 bilhões e ressaltou que a operação obedeceu ao teto de juros para garantias da União e aos critérios de capacidade de pagamento de estatais em reequilíbrio.
O Conselho Monetário Nacional autorizou ampliar para 8 bilhões o limite de empréstimo com garantias da União aos Correios. A decisão, tomada nesta quinta-feira, busca assegurar a continuidade do Plano de Reestruturação Econômico-Financeira da estatal.
Integrantes do governo e da própria empresa não descartam que esse montante possa não ser captado apenas por empréstimo, mas também por aporte direto do Tesouro Nacional.
O governo aponta que o objetivo é fortalecer a capacidade de a estatal atravessar a crise financeira. O CMN afirmou que a medida visa manter o equilíbrio financeiro da empresa.
Empréstimo de R$ 12 bilhões
Os Correios já fecharam um empréstimo de 12 bilhões com cinco bancos do país. Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal assinaram o acordo, com garantia da União, válido até 2040.
O Tesouro Nacional autorizou a operação, que faz parte do plano de reestruturação dos Correios. A garantia pública reduz o risco para as instituições financeiras envolvidas.
Negociação ocorreu após rejeição a proposta de 20 bilhões, apresentada por um consórcio de bancos no início de dezembro. O governo informou ter seguido critérios de capacidade de pagamento da empresa.
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