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Empresário que deixou Stanford para digitalizar a economia atacadista brasileira

Praso mira breakeven sustentável e crescimento para além de Recife, com expansão regional e uso de IA para precificação e crédito no atacado

Samuel Prado, fundador da Praso
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  • A Praso foi criada em dezembro de 2021 em Recife, com a missão de digitalizar o atacado B2B de restaurantes, começando por pequenos e médios estabelecimentos.
  • Hoje atende mais de dez mil restaurantes, opera em Pernambuco, Ceará e Paraíba, conta com cerca de 130 funcionários e receita anual superior a R$ 300 milhões, com run rate acima de R$ 320 milhões.
  • A empresa diz entregar margem operacional cerca de 2,5 vezes maior que a de distribuidores offline, combinando marketplace, logística e crédito, com dois centros de distribuição em Recife e Fortaleza.
  • Desde a fundação, levantou US$ 24 milhões em rodadas seed e Series A, com investidores como Base Partners, Valor Capital Group e NFX; o plano é chegar a mais de R$ 3 bilhões em receita até 2030 e expandir geograficamente.
  • O fundador Samuel Carvalho, que cresceu em Recife e ficou conhecido por ter estudado em Stanford, lidera a estratégia da companhia, que aposta em IA para precificação, recomendação de produtos e automação de crédito.

A Praso, startup brasileira criada em 2021 por estudantes que deixaram Stanford e Yale, busca digitalizar o atacado B2B de restaurantes no Brasil. A empresa atua como uma plataforma que combina marketplace, logística e crédito para abastecer pequenos e médios estabelecimentos. O foco inicial é Recife, com expansão para outras praças.

O empresário Samuel Carvalho, natural de Recife, fundou a Praso ao lado do CTO Fernando Hilfinger, ambos com passagem por universidades internacionais. A parceria abriu a companhia em dezembro de 2021 para atender um mercado brasileiro estimado em mais de 250 bilhões de reais ao ano, ainda amplamente offline.

A ideia nasceu da convivência com a indústria de alimentos regional, onde margens pressionadas e dependência de grandes varejistas dificultam a capilaridade. A Praso afirma oferecer eficiência superior aos distribuidores tradicionais, operando com margens entre 3,5% e 4% no setor.

O que aconteceu e em que contexto

Desde o início, a Praso estruturou dois centros de distribuição, em Recife e Fortaleza, buscando ampliar participação no atacado regional. A operação já atende mais de 10 mil restaurantes e emprega cerca de 130 pessoas, com receita anual superior a 300 milhões de reais. O objetivo é alcançar o primeiro bilhão em receita nos próximos dois anos.

A empresa utiliza dados para precificar, estruturar crédito e planejar a logística, reduzindo rupturas de estoque. Segundo o fundador, a operação entrega aproximadamente 2,5 vezes a margem operacional de um distribuidor offline.

Investimentos e indicadores de desempenho

A Praso levantou cerca de 24 milhões de dólares em rodadas seed e Series A, com aporte de Base Partners, Valor Capital Group e NFX, entre outros. Investidores destacaram a tese de negócio e o time como fatores decisivos, mesmo sem histórico de receita à época.

O breakeven foi atingido em 2025, menos de quatro anos após a fundação. A partir daí, a empresa afirma crescer com mais capital próprio e planeja ampliar presença geográfica e tecnológica.

Expansão e tecnologia

Além de ampliar praças, a Praso investe em tecnologia com foco em inteligência artificial para personalização de preços, recomendação de produtos e automação de crédito. A empresa pretende prever demanda e reduzir rupturas, com uma camada de dados para orientar decisões de compra e crédito.

A estratégia de longo prazo é tornar o abastecimento de estabelecimentos uma experiência digital recorrente, reduzindo a dependência de estruturas analógicas no atacado brasileiro.

Região e talento

A escolha de Recife como base não é casual: Samuel Carvalho ressalta a visão de distribuir talento pelo Nordeste, buscando caminhos fora do eixo tradicional de startups. A empresa atrai profissionais formados no exterior e talentos locais, fortalecendo o ecossistema regional.

O fundador aponta que o crescimento futuro depende de expansão gradual e segura, com foco em eficiência operacional e uso estratégico de dados. O plano é manter a expansão geográfica e acelerar a implantação de soluções com IA para o dia a dia do atacado.

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