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China amplia produção de chips para IA e mira quintuplicar capacidade até 2030

China acelera produção de wafers para IA, mira chegar a cem mil unidades em dois anos e quinhentos mil até 2030, reduzindo dependência dos EUA

Engenheiro segura wafers, discos de silício usados na fabricação de chips, base da indústria de semicondutores e peça-chave no avanço da inteligência artificial
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  • O governo chinês quer elevar a fabricação de wafers (base para chips) de menos de 20 mil para 100 mil unidades em dois anos, para reduzir a dependência dos EUA.
  • A meta prevê chegar a 500 mil wafers até 2030, com apoio a empresas locais como SMIC, Hua Hong Semiconductor e divisões da Huawei.
  • A produção visa abastecer IA em aplicativos, data centers e carros autônomos, fortalecendo a indústria nacional de semicondutores.
  • Analistas avaliam que, mesmo com incentivos, fabricantes chineses ainda não atendem sozinhos toda a demanda interna, abrindo espaço para parcerias com Nvidia sob regras restritas.
  • O contexto envolve disputa sino-americana por IA: Nvidia foi parcialmente bloqueada; DeepSeek recebeu autorização para comprar chips H200, enquanto empresas como Hygon e Cambricon cresceram e a Alibaba investe em IA própria.

O governo da China pretende ampliar a produção de chips voltados para inteligência artificial, buscando reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros. A medida visa acelerar a fabricação de wafers, componentes centrais de circuitos usados em IA, data centers e veículos autônomos. A estratégia é apoiada por empresas locais.

A meta oficial é elevar a produção de menos de 20 mil wafers atuais para 100 mil unidades em dois anos, com o objetivo de chegar a 500 mil até 2030. O plano envolve a SMIC, Hua Hong Semiconductor e divisões da Huawei, que vêm recebendo incentivos para ampliar capacidades nacionais.

Segundo a reportagem do Nikkei Asia, Pequim pretende reduzir o atraso causado por disputas comerciais com os Estados Unidos e manter o ritmo de desenvolvimento tecnológico. Especialistas apontam que, mesmo com estímulos, a oferta interna pode não suprir todo o mercado de chips avançados.

Ação governamental e impactos

O investimento público se conecta a restrições impostas pelos EUA, que estimularam empresas chinesas a buscar alternativas domésticas. Donnie Teng, da Nomura Securities, afirmou que o futuro das companhias locais depende da capacidade de atender à demanda com produção interna.

Analistas destacam que parcerias com fabricantes globais, como Nvidia, ainda podem ocorrer, desde que sujeitas a regras rígidas. Enquanto isso, Huawei e outras empresas ampliam investimentos em tecnologia própria para reduzir vulnerabilidades a sanções.

Cenário internacional da IA

Entre 2024 e 2025, empresas nacionais como Hygon Information Technology e Cambricon Technologies apresentaram crescimento expressivo, tornando-se opções à Nvidia diante de restrições de venda de chips avançados. A China busca fortalecer autonomia sem perder acesso a soluções globais.

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