Em Alta NotíciasFutebolPolíticaBrasilEsportes

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Brasil pode ser celeiro global de processamento de dados, diz Galapagos Capital

Brasil se consolida como centro de gravidade para data centers na América Latina, com demanda crescente, energia renovável e benefícios regulatórios atraindo investimentos

Data center de IA da Amazon Web Services em New Carlisle, Indiana, EUA
0:00
Carregando...
0:00
  • A Galapagos Capital aponta que a América Latina pode se tornar hub natural para infraestrutura digital, com o Brasil ocupando papel central e respondendo por cerca de 54% da demanda total da região.
  • No Brasil, há 189 data centers; o mercado deve passar de US$ 5,3 bilhões em 2024 para US$ 7,1 bilhões em 2029, sendo 70% deles no Sudeste, com São Paulo como hub.
  • A demanda global por data centers pode chegar a 219 gigawatts até 2030, e o investimento para fechar a lacuna entre oferta e demanda pode chegar a US$ 7,9 trilhões entre 2025 e 2030, com hyperscalers acelerando investimentos.
  • O arcabouço regulatório brasileiro ganhou impulso com a Política Nacional de Data Centers (PNDC) e o programa ReData, que reduzem a carga tributária de equipamentos de TIC de 52% para 18%, estimando atração de até R$ 2 trilhões em investimentos privados ao longo de uma década.
  • Chile, México e Colômbia aparecem como mercados-chave na região: Chile deve crescer 18–19% ao ano até 2030 (cerca de 579 megawatts); México projeta 31% de aumento anual, e Colômbia, 33% ao ano, com incentivos e zonas especiais para energia limpa.

A Galapagos Capital avalia que a América Latina tem condições estruturais para se tornar o hub natural da próxima onda de expansão de infraestrutura digital, especialmente na área de data centers. O Brasil é visto como protagonista nesse movimento, segundo estudo do banco de investimentos.

Para o grupo, o país reúne atributos-chave: energia majoritariamente renovável, eletricidade a preços competitivos, interligação de grid nacional, conectividade por cabos submarinos e um marco regulatório recente. A expectativa é que o Brasil tenha maior participação na demanda regional.

Segundo a pesquisa, o volume de data centers na região deve crescer para atender 219 gigawatts de demanda global até 2030, ante 82 GW em 2025. O mercado de nuvem pode superar US$ 1,6 trilhão, e o de IA deve chegar a quase US$ 4,8 trilhões até 2034.

Brasil: centro de gravidade

O estudo aponta que o Brasil já concentra cerca de 54% da demanda latino-americana por data centers. Hoje são 189 centros, com 70% situados no Sudeste e São Paulo como hub dominante. O mercado brasileiro subiria de US$ 5,3 bilhões em 2024 para US$ 7,1 bilhões em 2029.

A Galapagos destaca a melhoria regulatória recente, citando a Política Nacional de Data Centers e o programa ReData. A redução de impostos sobre equipamentos de TIC de 52% para 18% é considerada transformacional.

Dados do estudo indicam que o ReData pode atrair até R$ 2 trilhões em investimentos privados em dez anos. Também fica a extensão dos benefícios da Zonas de Processamento de Exportação para serviços digitais, incluindo IA e nuvem.

Cenários na região

Além do Brasil, o levantamento aponta Chile, México e Colômbia como mercados-chave. No Chile, espera-se CAGR de 18-19% até 2030, com 579 megawatts de capacidade; Santiago concentra a maior parte, acima de 85%. O país oferece crédito fiscal de 30% na região de Arica e Parinacota.

No México, o estudo projeta CAGR de 31% em demanda, chegando a mais de 1.300 megawatts em 2032. A proximidade com os EUA, o acordo USMCA e o IMMEX ajudam a competitividade.

Na Colômbia, a demanda deve crescer 33% ao ano, com Bogotá respondendo por 70% dos 42 data centers do país. Incentivos incluem dedução de 50% no IR para renováveis e isenção de tarifas e IVA para equipamentos de energia limpa.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais