- O governo dos EUA informou que a tarifa para alguns países pode subir para 15% ou mais, partindo dos 10% recém-impostos.
- Não há plano de aumentar tarifas sobre bens chineses além dos níveis atuais, mesmo com a visita de Donald Trump à China nos próximos semanas.
- As tarifas novas, de 10%, vão substituir medidas emergenciais derrubadas pelo Supremo e foram apresentadas como compatíveis com acordos comerciais já existentes.
- Investigações da seção 301 devem ser o eixo da substituição, mirando práticas como excesso de capacidade industrial, uso de mão de obra forçada, discriminação contra empresas americanas e subsídios a arroz, frutos do mar e outros setores.
- O governo pretende manter continuidade em acordos comerciais, citando a Indonésia, que aceitou tarifa de 19%, e anunciando abertura de uma nova investigação 301 sobre práticas indonésias; além disso, seguem as investigações de segurança nacional sob a seção 232.
WASHINGTON — O governo dos EUA informou que a alíquota de tarifa para alguns países subiria de 10% para 15% ou mais, sem citar parceiros específicos. A declaração foi feita pelo representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, em entrevista à Fox Business.
Greer afirmou que não há planos de elevar tarifas sobre bens chineses acima dos níveis atuais, mesmo com a época de viagem prevista do presidente Donald Trump à China nas próximas semanas. Segundo ele, a alta de 15% deve ocorrer para alguns países e pode aumentar para outros, mantendo-se alinhada aos padrões de tarifas observados recentemente.
Tarifas compatíveis com acordos existentes
O representante descreveu a estratégia de substituir tarifas emergenciais derrubadas pela Suprema Corte por novas tarifas, incluindo tarifas temporárias sob a Seção 122 do Trade Act de 1974, que operaram a 10% desde terça-feira. O objetivo é promover ações sob a Seção 301 para investigar práticas comerciais desleais.
Greer destacou que investigações de 301 devem focalizar países com excesso de capacidade industrial, uso de trabalho forçado, discriminação a firmas americanas ou subsidiação de arroz e frutos do mar. Ele citou conversas com autoridades chinesas sobre capacidade produtiva e apoio estatal a empresas pouco lucrativas.
Questionado sobre acenos a uma escalada que possa romper a trégua comercial, o assessor respondeu que não planeja aumentar as tarifas além dos atuais níveis e que o objetivo é cumprir os acordos existentes. Também afirmou que as investigações de 301 apoiarão acordos firmados recentemente, inclusive com a Indonésia, que aceitou uma tarifa de 19%.
Greer informou ainda que o governo manterá investigações de segurança nacional com tarifas sob a Seção 232 para proteger setores estratégicos, e que o Departamento de Comércio trabalha para avançar essas medidas. Em resumo, o objetivo é manter continuidade nas ações comerciais acordadas.
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