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Quatro maiores frigoríficos sob críticas em meio à alta dos preços da carne

Quatro grandes processadores de carne são alvo de acusações de cartel; preços da carne sobem e empregos em áreas rurais ficam em risco

Grid of square images alternating between close-ups of a cow, raw beef, meat in a refrigerated display, and people shaking hands
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  • As quatro maiores processadoras de carne bovina — Tyson Foods, JBS, Cargill e National Beef — são acusadas de conluio e prática de enriquecimento com a alta dos preços da carne, enquanto negam as alegações.
  • Em 21 de novembro, a unidade de carne bovina da Tyson Foods em Lexington, Nebraska, encerrou operações e demitiu cerca de 3.200 trabalhadores, gerando preocupação econômica local.
  • O grupo conhecido como “Big Four” domina 85% do mercado e acumula margens de lucro altas, mesmo com protestos de aumento de preços nos supermercados e nos contratos com comerciantes.
  • Há ações legais em curso desde 2019, com acusações de ajuste de preços, manipulação de mercado e fechamento de plantas para pressionar os preços de gado e de carne processada.
  • Em resposta, autoridades e o governo estudam medidas antitruste, com relatos de ações passadas de fiscalização, acordos e mudanças na política comercial que afetam o setor, enquanto os preços da carne permanecem elevados.

O encerramento da planta de processamento de carne da Tyson Foods em Lexington, Nebraska, ocorreu no dia 21 de novembro, ao término do primeiro turno. Todos os trabalhadores foram chamados ao refeitório e informados de que não havia mais postos de trabalho. Em seguida, muitos se reuniram no estacionamento de terra batida.

Constancio Perales, 64 anos, que trabalha na planta desde 1996, relatou dificuldades financeiras futuras após a demissão de centenas de colegas. A planta empregava cerca de 3.200 pessoas, em meio a um setor dominado pelas quatro maiores empresas: Tyson, JBS, Cargill e National Beef, conhecidas como os “Big Four”.

Contexto de mercado e acusações

Os Big Four controlam cerca de 85% do mercado de carne bovina, com margens de lucro em níveis elevados. Investigadores e indústrias associadas acusam o grupo de práticas como conluio e elevação artificial de preços, alimentando o aumento dos preços ao consumidor. Em contrapartida, as empresas negam as acusações.

Atualmente, Tyson informou que reajustará a produção em outras unidades para atender à demanda, afirmando buscar o ajuste de capacidade ao longo de sua rede. Crises anteriores envolvendo o setor, especialmente durante a pandemia, contribuíram para um debate prolongado sobre competitividade e preços.

Histórico e ações judiciais

Azeites de ações e processos envolvendo o setor remontam a 2019, quando uma coalizão de pecuaristas moveu ações coletivas contra os Big Four, alegando fraude de preços e manipulação de mercado. Em 2024, a McDonald’s ingressou com uma ação dizendo que o mercado de carne se tornou monopólico. As empresas negam as acusações, argumentando que mercados concentrados não comprovam conluio.

Durante a pandemia de Covid-19, quedas de produção chegaram a reduzir drasticamente a oferta de carne, elevando preços de varejo e pressionando distribuidores e cadeias de fast-food. O Departamento de Justiça abriu investigações civis e criminais na época, com desdobramentos que incluíram acordos com empresas do setor.

Implicações locais e respostas políticas

O fechamento em Lexington impacta economicamente a região, com estimativas de perdas significativas para a economia de Nebraska. Em towns como Lexington, a dependência da Tyson é alta, afetando empregos e serviços municipais. A região avalia impactos diretos sobre renda familiar, consumo local e arrecadação.

Em dezembro, o governo federal anunciou medidas para aumentar a concorrência no setor, incluindo comitês de investigação sobre possível prática de fixação de preços. Emitiu-se sinal de fiscalização, ainda que as investigações de alto nível tenham passado por fases de desaceleração.

Projeções e próximos passos

A Tyson indicou planos para fechar outras unidades, se necessário, para manter a sustentabilidade financeira. A indústria aponta que pressões de custo, preços de gado e condições de mercado influenciam as decisões de produção. Resta saber como o varejo e os consumidores serão impactados a curto prazo.

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