- Novo Nordisk fechou acordo com a startup Vivtex para desenvolver pílulas de próxima geração de tratamento da obesidade e diabetes, envolvendo conversão de injetáveis em comprimidos.
- O contrato pode chegar a US$ 2,1 bilhões em pagamentos iniciais, com metas atingidas e royalties sobre medicamentos comercializados.
- A parceria busca acelerar a transição de versões injetáveis para comprimidos, com foco no Ozempic e no Wegovy.
- A Vivtex utiliza um sistema gastrointestinal em chip e inteligência artificial para aumentar a absorção de moléculas GLP‑1 e otimizar formulações.
- O movimento ocorre em um contexto de competição com a Eli Lilly, que disputa liderança em GLP‑1 com Zepbound e Mounjaro, enquanto Wegovy em comprimido ganha adesões.
A Novo Nordisk firmou um acordo com a Vivtex, startup de Boston, para desenvolver pílulas de próxima geração voltadas ao tratamento de obesidade e diabetes. O acordo envolve potenciais pagamentos de até US$ 2,1 bilhões e royalties sobre futuros fármacos.
A parceria tem como objetivo transformar medicamentos injetáveis em versões orais. A Vivtex usa um sistema de testes em chip gastrointestinal e inteligência artificial para otimizar formulações, acelerando a passagem de moléculas para o formato de comprimidos.
O investimento ocorre em meio a expectativa de domínio do mercado de GLP-1, hoje liderado pela Novo Nordisk e pela Eli Lilly. O segmento pode alcançar US$ 150 bilhões globalmente até 2030, segundo projeções da indústria.
Novas possibilidades
A Novo Nordisk busca manter vantagem frente à Lilly, que prepara versões orais de seus concorrentes. A empresa dinamarquesa já atua no Wegovy em formato comprimido, com rápidas prescrições iniciais, e aposta na absorção melhorada de novas formulações.
Analistas apontam que, embora haja competição acentuada, as pílulas originais em comprimido podem reduzir custos de produção e evitar o uso de agulhas, fortalecendo o apelo de mercado. Estudos indicam, porém, maior incidência de efeitos colaterais em versões orais.
A parceria com a Vivtex pode acelerar a transição de tratamentos do formato injetável para comprimidos, ampliando a disponibilidade de opções de administração. Pelos próximos meses, a empresa analisa avanços na absorção das moléculas para reduzir custos.
Sobre a Vivtex
Fundada em 2018 por Robert Langer e cientistas do MIT, a Vivtex desenvolve versões em comprimido de fármacos biológicos, incluindo GLP-1. A empresa utiliza um “chip” gastrointestinal com tecidos de origem suína para testar milhares de formulações por dia.
Langer destacou que os sistemas de IA ajudam a prever composições mais eficazes, permitindo rápidas iterações. Segundo ele, alguns experimentos mostraram aumentos de absorção superiores a cem vezes em determinadas moléculas.
A Novo Nordisk pretende utilizar a plataforma da Vivtex para acelerar a transformação de tratamentos obesidade do injectable para oral, buscando maior eficiência e competitividade no mercado global.
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