- Os preços do petróleo atingiram sete meses de altas, com traders precificando risco de conflito entre EUA e Irã.
- WTI dos EUA subiu para US$ 67,28 por barril; Brent chegou a US$ 72,50 por barril, nível mais alto desde 31 de julho.
- Analistas dizem que o movimento é impulsionado pela expectativa de interrupções na oferta global, não por queda de produção já conhecida.
- Terceira rodada de negociações nucleares entre EUA e Irã em Genebra está marcada para quinta-feira.
- Demonstrando tensions, o USS Gerald R. Ford chegou a Creta, o USS Abraham Lincoln permanece no Mar Arábico; estudo também mostra evacuação parcial da embaixada dos EUA em Beirute.
O preço do petróleo atingiu sete meses no início da semana, com tensões entre EUA e Irã antes de novas negociações. O contrato de petróleo dos EUA subiu para US$ 67,28 o barril e o Brent chegou a US$ 72,50, atingindo o maior nível desde 31 de julho. As altas ficaram mais contidas no fim do pregão, mas retornaram na manhã de terça-feira.
Analistas apontam que o mercado está precificando um prêmio de risco diante de potenciais interrupções globais na oferta. O aumento reflete expectativas de escalada militar no Oriente Médio, embora haja, segundo eles, influência maior de expectativas do que de quedas efetivas de suprimentos.
Mercado reage a tensões
Washington e Teerã devem realizar a terceira rodada de conversações sobre o programa nuclear em Genebra nesta quinta-feira, conforme confirmação do ministro das Relações Exteriores de Omã. As negociações sinalizam abertura de um caminho diplomático, segundo autoridades envolvidas.
O tema central das conversas envolve a redução do estoque de urânio enriquecido pela Iran e o recuo do programa nuclear, assunto negado pela parte iraniana como objetivo militar. Nos EUA, o tom sobre o acordo tem sido direto, com comentários de líderes sobre cenários de negociação.
Além disso, contribui para o ambiente de volatilidade a sinalização de forte presença militar na região. Os EUA reforçaram ativos no Oriente Médio, com paradas de aeronaves e mobilizações de marinha em áreas estratégicas.
Movimentação militar e diplomática
Entre os atos militares, o porta-aviões USS Gerald R. Ford chegou à ilha de Creta, na Grécia, e o USS Abraham Lincoln permanece no Mar Arabiano, com aeronaves e mais de 5.600 tripulantes a bordo. Essas movimentações elevam a percepção de risco de conflito.
Também houve uma evacuação parcial da Embaixada dos EUA em Beirute, após avaliação de riscos de escalada na região. A medida indica preocupação com a estabilidade local diante do cenário de tensões entre Washington e Teerã.
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