- Criminosos atacam lojas de forma sistemática, com 5,5 milhões de incidentes de furto registrados no último ano, custando cerca de £400 milhões.
- A violência contra trabalhadores do varejo foi de, em média, 36 incidentes envolvendo arma por dia no ano passado.
- O governo sinaliza legislação para crime específico contra trabalhadores do varejo e elimina o limiar de £ 200 para furtos de baixo nível, com sentença máxima de seis meses.
- A British Retail Consortium pede prioridade policial constante e financiamento dedicado; prevê investimento de £ 7 milhões nos próximos três anos para aumentar a resposta ao crime no comércio.
- Embora a violência e o abuso tenham caído cerca de 20% em relação ao ano anterior, ainda é o segundo maior registro e 1.600 incidentes de violência ocorrem por dia; a contagem de 5,5 milhões de furtos pode estar subestimada devido mudanças metodológicas da pesquisa.
A indústria do varejo britânico enfrenta um nível considerado endêmico de violência contra funcionários e um volume recorde de furtos. Dados da principal entidade setorial indicam 5,5 milhões de incidentes de furto no último ano, com um custo estimado de £400 milhões.
A British Retail Consortium (BRC) aponta que trabalhadores de lojas enfrentaram, em média, 36 incidentes de violência envolvendo arma por dia no último exercício financeiro. A entidade cobra maior prioridade policial e recursos dedicados para enfrentar o problema.
A divulgação ocorre em meio a propostas do governo de endurecer a legislação contra agressões a trabalhadores do comércio, incluindo a criação de um novo delito específico e a remoção do limite de £200 para furtos considerados de baixo risco, com pena de até seis meses. A implementação está prevista para a primavera.
A pesquisa da BRC também mostra redução de um quinto nos casos de violência e abuso contra funcionários em relação ao ano anterior, atingindo 1.600 ocorrências diárias. Ainda assim, o número permanece elevado e acima do registrado antes da pandemia.
Especialistas divergem sobre causas, citando fatores como custo de vida e uso de tecnologia no atendimento, como self-checkouts, que podem influenciar a dinâmica de furtos e reagir no emprego. A visão da Usdaw, sindicato dos trabalhadores, reforça a necessidade de proteção contínua.
Segundo a BRC, o custo e a violência contra o setor não diminuem sem ações contínuas de enforcement, dados e cooperação entre comércio, polícia e governo. A entidade estima que os próximos passos promovam maior resposta policial e recursos, além de estratégias contra gangues organizadas.
A BRC elogia o anúncio de investimento de £7 milhões nos próximos três anos para ampliar a resposta ao crime no varejo, parte de um pacote maior de melhoria policial local. A meta inclui 13 mil novos agentes de apoio comunitário até 2029.
A presidente executiva Helen Dickinson ressalta que o furto permanece um problema significativo e que a violência contra trabalhadores não deve ser tolerada. A mensagem é de esforço conjunto para reduzir incidentes e proteger os profissionais do setor.
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