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Cosan e Shell avaliam aporte de 5,5 bi do BTG à Raízen, dizem fontes

Cosan e Shell avaliam aporte de até R$ 5,5 bilhões via BTG Pactual em Raízen, com reestruturação societária e saída para credores

Raízen precisa de novo aporte financeiro após ser pressionada por altas taxas de juros, safras abaixo do esperado e investimentos ambiciosos que ainda não geraram retornos significativos. (Foto: Victor Moriyama/Bloomberg)
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  • Cosan e Shell discutem aporte de cerca de R$ 5,5 bilhões por meio de fundos do BTG Pactual na Raízen, para apresentar um plano aos credores antes de finalizar.
  • O plano envolve converter aproximadamente 35% da dívida em capital, com aumento de capital entre R$ 3 bilhões e R$ 5 bilhões pelos atuais acionistas; Shell contribuiria entre R$ 1,5 bilhão e R$ 3,5 bilhões, dependendo de royalties; Cosan aportaria R$ 1 bilhão, e Rubens Ometto financiaria mais R$ 500 milhões.
  • Medida prevê reorganização societária que separa a Raízen Energia da distribuidora de combustíveis, realocando parte da dívida conforme o fluxo de caixa de cada unidade.
  • Estão previstas ofertas de ações e venda de ativos para facilitar a saída de credores, com possível venda de ativos da Raízen.
  • Reunião com credores deve ocorrer ainda nesta semana; o desfecho depende de aprovações e de aprovação dos detentores de títulos, segundo as fontes.

A Cosan e a Shell estão em estágio avançado de negociações para aportar recursos na Raízen. O objetivo é apresentar um plano aos credores e detentores de dívida antes de finalizar o acordo, segundo pessoas com conhecimento do assunto.

A proposta envolve fundos de private equity geridos pelo BTG Pactual, que poderiam adquirir participação relevante na distribuidora de combustíveis da Raízen por cerca de 5,5 bilhões de reais. A negociação ainda discute o percentual de dívida que seria convertido em capital.

Oraising aponta que o plano pode incluir um aumento de capital dos atuais acionistas entre 3 e 5 bilhões de reais. A Shell poderia aportar entre 1,5 bilhão e 3,5 bilhões, conforme royalties futuros da empresa. A Cosan avaliaria um aporte de 1 bilhão, com 500 milhões adicionais de Rubens Ometto.

O plano prevê uma reorganização societária: separar a Raízen Energia, dedicada a açúcar e etanol, da distribuidora de combustíveis. Parte da dívida seria alocada à subsidiária com maior fluxo de caixa, facilitando a reorganização.

Haverá oferta de ações para saída de credores e detentores de títulos, assim como venda de ativos, segundo as fontes. Contudo, os números finais dependem da aprovação dos credores e do andamento das negociações.

Uma reunião com credores e detentores de títulos está prevista para esta semana. A Shell afirma manter foco em soluções sustentáveis para a joint venture, acionistas e demais stakeholders, com uma postura construtiva no acordo.

A Cosan, Raízen, BTG Pactual e Ometto não comentaram oficialmente. O BTG Pactual Holding investiu 4,5 bilhões de reais na Cosan no último ano, elevando sua participação na empresa.

Relatos apontam que, apesar do impasse, a intervenção de capital busca reduzir o peso da dívida. O projeto também envolve a possível venda de ativos da Raízen e outras estratégias de captação.

A Raízen já atua em venda de ativos e negocia oportunidades no exterior. A Mercuria estaria próxima de adquirir uma refinaria e centenas de postos na Argentina, por cerca de 1 bilhão de dólares, segundo fontes.

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