- O Ibovespa fechou em queda de 0,88%, aos 188.850,00 pontos, após testar 191.000 pontos no pregão desta segunda-feira (23).
- Na máxima do dia, o índice alcançou 191.002,54 pontos; na mínima, 188.525,73 pontos, com volume financeiro de cerca de R$ 28,9 bilhões antes dos ajustes finais.
- O movimento foi pressionado pela puxada negativa de bancos em Wall Street e por incertezas sobre a política comercial dos Estados Unidos.
- O dólar encerrou a sessão praticamente estável, mas na menor cotação em quase 21 meses, oscilando ao redor de R$ 5,14 no fim do dia, após chegar a R$ 5,19 pela manhã.
- O boletim Focus do Banco Central mostrou a mediana para o dólar no fim de 2026 em R$ 5,45 e a Selic em 12,13%; não houve operações do BC no câmbio nesta segunda, e 725 mil dos 750 mil contratos de swap vencendo em 2 de março foram rolados.
O Ibovespa fechou em queda de 0,88%, aos 188.850,00 pontos, após atingir maxima intradia de 191.002,54 pontos. O recuo veio diante de uma correção negativa nas ações de bancos, em pregão marcado por perdas em Wall Street e incertezas sobre a política comercial dos EUA.
O pregão teve volume financeiro de aproximadamente R$ 28,9 bilhões, ainda antes dos ajustes finais. O índice chegou a operar em alta, mas o movimento de venda prevaleceu ao longo do dia, pressionando o fechamento.
Dólar e cenário externo
O dólar oscilou perto de 5,14 reais no fim da manhã, mas recuperou terreno, cedendo para fechamento estável e na menor cotação em quase 21 meses. Exportadores aproveitaram para vender moeda em patamar mais alto.
Segundo especialistas, o movimento externo favorece o real em ambiente de maior aversão a ativos de risco. O Banco Central não realizou operações de swap nesta segunda-feira, mantendo o cronograma de rolagem de contratos com vencimento em março.
Focus e juros
O boletim Focus mostrou revisões de economistas para o dólar no fim de 2026, de 5,50 para 5,45 reais. A projeção para a Selic caiu de 12,25% para 12,13% no fim deste ano, mantendo atratividade relativa de juros.
A diferença de juros entre Brasil e EUA, com a taxa americana entre 3,50% e 3,75%, continua citada como fator que atrai investimentos ao Brasil, contribuindo para a pressão sobre câmbio e ativos locais. Não houve anúncio de intervenção cambial pelo BC nesta sessão.
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