- A demanda por IA está elevando a demanda por semicondutores, o que pode aumentar o preço de eletrônicos de consumo, como celulares e máquinas de lavar.
- A escassez de memórias DRAM e NAND flash elevou o custo de materiais para smartphones entre 10% e 30% no início deste ano, com 2026 previsto como ano de tecnologia mais cara por restrição de oferta.
- A indústria de chips pode superar US$ 1 trilhão em vendas em 2026, impulsionada pela IA, enquanto smartphones devem ficar, em média, cerca de 7% mais caros neste ano; em PCs, notebooks e tablets, reajustes podem chegar a 20%.
- Alguns itens que não usam IA diretamente, como geladeiras com sensores e veículos com sistemas embarcados, também sentem o impacto, devido à competição por controladores de semicondutores.
- No Brasil, a dependência de importados e a rigidez de preços mantêm custos altos para modelos não de última geração; recomenda-se cautela e esperar melhorias na oferta antes de atualizar hardware.
A demanda por Inteligência Artificial está pressionando a oferta de semicondutores, elevando custos de matéria-prima e, consequentemente, o preço de eletrônicos de consumo. A ideia de que a IA cresce rapidamente já se reflete na cadeia de suprimentos, não apenas em centros de dados, mas nas etiquetas de produtos.
Especialistas apontam que o foco dos fabricantes mudou, priorizando componentes para IA em detrimento de dispositivos tradicionais. Dados recentes da Counterpoint Research indicam alta de 10% a 30% no custo de memória DRAM e NAND já no começo deste ano.
A IDC reforça que 2026 pode marcar o fim de memórias baratas, com oferta restrita elevando preços.
Mercado global de chips
Estimativas da SIA apontam que as vendas de semicondutores devem passar de 1 trilhão de dólares em 2026, impulsionadas pela IA. Smartphones devem ficar, em média, 7% mais caros neste ano, com impactos maiores em mercados voláteis como o Brasil.
Impacto por produto
Fabricantes de PCs, notebooks e tablets já sinalizam reajustes de até 20% para cobrir o custo triplicado de memória RAM DDR5. Mesmo aparelhos sem IA direta sofrem com a competição por controladores de alto desempenho.
Cenário automotivo e industrial
No setor automotivo, atrasos na produção podem elevar o preço de veículos zero quilômetro. O uso crescente de sensores e sistemas embarcados requer semicondutores que competem com chips avançados.
Panorama regional e consumo
O mercado brasileiro enfrenta rigidez de preços, com queda de deflação ausente no setor de eletrônicos. A dependência de componentes importados agrava a inflação tecnológica, pressionando ciclos de atualização.
Perspectivas e orientação ao consumidor
A indústria projeta crescimento global de 22% em 2025 e 25% em 2026, segundo o WSTS. Enquanto grandes players registram lucros, o consumidor final encara aparelhos mais caros e atualizações mais longas. Assim, cautela é recomendada ao planejar compras.
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