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Ex-DJ preso em Londres por vender peças falsas a companhias aéreas

Ex-DJ londrino é condenado a quatro anos e oito meses pela venda de peças aeronáuticas falsas pela AOG Technics, afetando American e Ryanair

Jose Alejandro Zamora Yrala doctored genuine certificates and created false delivery records to make the parts he sold seem genuine.
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  • Jose Alejandro Zamora Yrala, ex-DJ de tecnologia, foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão por fraude envolvendo a empresa AOG Technics, criada em Surrey, perto de Londres.
  • A empresa vendeu mais de 60 mil peças de avião por cerca de £ six point nine milhões entre 2019 e julho de 2023, com certificados falsos que asseguravam a aeronavegabilidade.
  • As peças incluíam componentes de motores CFM56, usados em voos de diversos modelos da Airbus e da Boeing, com registros de entrega adulterados e funcionários falsos.
  • Companhias como Ethiopian Airlines, American Airlines e Ryanair foram impactadas; voos foram suspensos ou retidos e as perdas totais superaram £39,3 milhões.
  • A fraude foi interrompida em agosto de 2023, após a empresa aérea verificar a autenticidade de uma peça; o Serious Fraud Office conduziu a investigação.

Um ex-DJ de techno foi condenado em Londres a quatro anos e oito meses de prisão por liderar uma fraude global de 40 milhões de libras, vendendo peças aeronáuticas falsas de uma garagem nos arredores da capital britânica. O esquema envolveu mais de 60 mil componentes.

AOG Technics, empresa criada por Jose Alejandro Zamora Yrala, fornecia peças com certificados forjados e prometia certificação de aeronavegabilidade inexistente. A fraude ocorreu entre 2019 e julho de 2023, com o faturamento somando cerca de 6,9 milhões de libras.

Partes do motor de aeronaves, incluindo vedadores, parafusos e arruelas, foram vendidas a companhias aéreas e fornecedores globais, com certificações falsas. O esquema utilizava documentação manipulada a partir de um computador doméstico em Surrey.

A investigação do Serious Fraud Office (SFO) identificou que Zamora Yrala criou entregas simuladas e perfis de funcionários inexistentes, além de emitir e-mails adulterados. A operação só foi interrompida após uma companhia aérea verificar a autenticidade de uma peça.

Como operava o golpe

O SFO informou que o empresário comprava peças para o motor CFM56, amplamente usadas em aeronaves da Airbus e Boeing, e as revendia globalmente com certificados adulterados. A firma também registrava fornecedores e certificados falsos.

A fraude desencadeou alertas de segurança por parte de reguladores dos EUA, Reino Unido e União Europeia, levando à paralisação de aeronaves em várias regiões. Perdas globais estimadas superaram 39,3 milhões de libras.

Episódios de impacto relevantes

A Ethiopian Airlines comprou peças no valor superior a 1,1 milhão de libras diretamente da empresa fraudulente. A American Airlines, embora não comprando diretamente, teve 28 motores afetados, gerando perdas superiores a 21 milhões de libras. A Ryanair localizou peças falsas em dois aviões.

Zamora Yrala, natural da Venezuela, atuava no setor aeronáutico desde 2011 e fundou a AOG em 2015 como único diretor, após ter trabalhado como DJ de techno. A direção do SFO destacou o risco global à segurança pública.

Repercussões e investigação

Emma Luxton, diretora de operações do SFO, afirmou que a operação de Zamora Yrala colocou a segurança pública em escala global em risco, de forma surpreendente. Ela destacou o uso de perícias técnicas para neutralizar a operação rapidamente.

A Justiça britânica pronunciou a sentença nesta segunda-feira, após o réu admitir fraude, em audiência realizada no Southwark Crown Court. A condenação encerra um caso que respondeu por fraude de fornecimento de peças aviões com certificados falseados.

As autoridades ressaltam que a fraude atingiu clientes em múltiplos continentes, com efeito prático em cadeia de fornecimento e manutenção de frotas. A apuração seguiu até a cessação das atividades da empresa fraudulenta.

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