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Comentários de Kelty sobre reforma tributária expõem falha de ambição do Labor

Bill Kelty pressiona pela reforma ampla de impostos, dizendo que cortes pontuais não resolvem a desigualdade geracional e que o governo precisa ir além

Former ACTU secretary Bill Kelty (pictured in 2019) told a parliamentary committee that he supported scaling back the 50% capital gains tax discount for investors – but that this needed to be part of a broader package of economic reform.
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  • Bill Kelty, figura sindical histórica, pediu ao parlamento que demonstre claramente estar do lado dos jovens, durante a comissão sobre o imposto sobre ganhos de capital.
  • Ele defendeu reduzir o desconto de 50% para investidores, mencionando que o tema pode entrar no orçamento, conforme sinalizado pelo ministro Jim Chalmers.
  • Kelty afirmou que mudanças pontuais não basta; pediu uma reforma tributária mais ampla para aliviar o peso sobre os jovens.
  • O ex-membro do conselho do banco central criticou a estratégia do governo de cortes pontuais e disse que isso pode reduzir o padrão de vida das pessoas.
  • Ele citou que um trabalhador jovem com salário de $80.000 ficaria com apenas $16.000 anuais após impostos e custos, e disse que reformas devem incluir indexação de faixas de renda à inflação e redução da alíquota máxima.

O primeiro dia da investigação parlamentar dos Greens sobre o imposto sobre ganho de capital (CGT) teve foco em Bill Kelty, figura histórica do Labor, que pediu aos parlamentares que mostrem claramente estar do lado dos jovens. O debate ocorreu no contexto de um comitê do partido ambiental. Números e fatos da experiência de Kelty foram usados para argumentar contra mudanças pontuais e sem ampla reforma.

Kelty defendeu reduzir o desconto de 50% no CGT para investidores, apontando que as mudanças devem fazer parte de uma reforma tributária mais ampla. Ele afirmou que a tarefa é tornar o sistema tributário mais justo para os jovens e menos favorável aos detentores de capital.

Para o ex-integrante do conselho do Banco Central, reformas devem incluir ajustes como a atualização por inflação das faixas de imposto e uma redução da alíquota máxima, a fim de reduzir a incidência de evasão tributária e equilibrar o peso entre renda de trabalho e renda de capital.

Essa posição acentua o alinhamento de Jim Chalmers com políticas que visam corrigir excessos do sistema fiscal e da habitação, que parecem favorecer quem possui capital. Ainda assim, ressalta a percepção de que o governo não está ambicioso o suficiente para enfrentar a insatisfação entre parte da população.

Kelty reforçou que mudanças ad hoc não são suficientes e que é necessário um conjunto coerente de medidas para reduzir o custo de vida dos jovens e a carga tributária sobre eles. Ele citou exemplos de impacto fiscal real na renda anual de trabalhadores na casa dos 80 mil dólares.

O economista destacou que um trabalhador jovem com renda média pode ter uma margem de circulação reduzida por impostos, seguros, custos de educação e aluguel. Nesse cenário, a pergunta permanece: as propostas do governo vão realmente aliviar as dificuldades cotidianas?

Desdobramentos e contexto

A discussão ocorre em meio a críticas a uma agenda de reformas parciais. Kelty assegurou que apenas cortar benefícios para investidores não resolve o problema de base do sistema tributário. Ele também sugeriu que o governo deve considerar o equilíbrio entre gastos públicos e alívio fiscal para quem trabalha.

A audiência ocorreu no âmbito de uma investigação parlamentar que busca esclarecer impactos de propostas de CGT e de reforma tributária mais ampla. A oposição e setores do mercado acompanham o debate com expectativa de propostas que possam influenciar o orçamento e a desigualdade.

A cobertura destaca a busca por mudanças estruturais que reduzam encargos para jovens e trabalhadores, sem comprometer o financiamento de despesas públicas. As propostas são discutidas em um momento de forte pressão por reformas econômicas mais profundas.

Patrícia Commins, da Guardian Australia, acompanha o tema como editora de economia. A reportagem enfatiza que o debate sobre o CGT continua com foco na equidade entre gerações e na eficiência fiscal do país.

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