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Reino Unido negocia com EUA para evitar tarifas mais altas para empresas

Governo britânico negocia com os EUA para obter o melhor acordo diante da ameaça de tarifa global de 15% e manter o Economic Prosperity Deal (EPD)

Keir Starmer and Donald Trump. Trump’s deals with about 20 countries, including the UK, were put in doubt after Friday’s US supreme court ruling.
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  • O governo britânico participa de conversas com os EUA para obter o “melhor acordo possível” para as empresas do Reino Unido diante da ameaça de tarifas mais altas.
  • Líderes empresariais esperam que o Reino Unido mantenha o acordo existente de Prosperidade Econômica (Economic Prosperity Deal, EPD), anunciado em maio do ano passado por Donald Trump e Keir Starmer.
  • A Suprema Corte dos EUA considerou ilegais as tarifas recíprocas existentes, o que gerou irritação em Trump, que anunciou uma tarifa global de quinze por cento sobre importações estrangeiras.
  • A nova tarifa de quinze por cento poderia elevar a tarifa atual de dez por cento para exportadores britânicos, com impactos potenciais para exportadores da União Europeia, já que o acordo anterior era inclusive.
  • A secretária de Educação do Reino Unido afirmou que há incerteza para os negócios, mas que se trabalha para manter condições preferenciais com os EUA; a votação no Parlamento da União Europeia sobre o acordo pode ser adiada.

O governo britânico atua em negociações com a administração dos EUA para buscar o melhor acordo possível para as empresas do Reino Unido diante da ameaça de novas tarifas. As conversas envolvem autoridades de alta avaliação e tratam de manter o que já foi acordado no Economic Prosperity Deal (EPD), firmado em maio do ano passado.

Líderes empresariais avaliam que a prioridade é manter o acordo existente e evitar mudanças que prejudiquem exportadores britânicos. A percepção é de que o Reino Unido deve consolidar a estrutura do EPD, já que ele oferece um quadro para negociações setoriais, como carros, aço e produtos farmacêuticos.

Situação atual e impactos

No fim de semana, a decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas recíprocas gerou incerteza sobre acordos com cerca de 20 países, incluindo o Reino Unido. A maioria das tarifas sob o regime de reciprocidade pode ganhar novo contorno legal e temporal, com impactos ainda por detalhar.

Diante do cenário, o secretário de Educação do Reino Unido reconheceu a incerteza, mas manteve a posição de que as relações comerciais com os EUA devem continuar de forma preferencial. A pasta afirmou que as negociações continuam e que o governo trabalha para assegurar condições favoráveis para as empresas britânicas.

Perspectivas e diálogo internacional

Especialistas apontam que o formato do EPD cria um fenceamento para negociações setoriais adicionais. A expectativa é de que o governo aproveite as mudanças para reforçar o acordo com base no texto existente e buscar melhorias formais por meio de base legal, com foco em setores estratégicos.

Analistas destacam que o Congresso americano terá peso crucial caso novas tarifas entrem em vigor, especialmente em relação a medidas sob o Trade Act de 1974, com possíveis cenários de extensão ou reavaliação. As negociações permanecem em andamento e sem conclusão anunciada.

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