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Fazenda em ruínas no Equador é transformada em hotel de luxo

Sob nova gestão, fazenda em ruínas tornou-se hotel de luxo próximo a Quito; faturamento de US$ 3 milhões em 2025 e manutenção de 90% dos funcionários durante a pandemia

Fachada da propriedade San José de Puembo
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  • Mauricio Letort, proprietário e CEO, lidera a transformação da antiga fazenda San José de Puembo, perto de Quito, em hotel de luxo com gestão premium.
  • A propriedade, que começou com 23 quartos na década de noventa, hoje tem setenta e oito quartos, dez salas de reuniões e duas piscinas, registrando faturamento de US$ três milhões em 2025 com lucratividade de vinte por cento.
  • As diárias vão de US$ 91 a US$ 198 por quarto; há opções de day use entre US$ 39 e US$ 45 para adultos e entre US$ 19 e US$ 25 para crianças.
  • Na pandemia, o hotel chegou a fechar as portas, manteve noventa por cento da equipe, adotou corte salarial temporário e recontratou os funcionários em setembro de 2021 com salários integrais.
  • Letort passou de liderança mais rígida a gestão horizontal, com sessenta e dois funcionários hoje; houve investimento de US$ 800 mil em um novo salão e expansão da academia, além de melhoria contínua nas instalações.

San José de Puembo, hotel de luxo próximo a Quito, no Equador, funciona como uma bolha de tranquilidade no meio da mata centenária. O edifício mescla estilo campestre com áreas modernas, registrando iluminação ampla e ambientes que unem tradição e conforto contemporâneo.

Ao chegar, percebe-se a recepção que remete ao Quito colonial, com obras de arte religiosas e móveis de época. Salas de estilo vitoriano convivem com espaços remodelados de design mais atual, preparando o visitante para uma experiência que equilibra ruína histórica e conforto premium.

O hotel é comandado por Mauricio Letort, proprietário e CEO, que conduz a operação com foco em gestão eficiente e posicionamento de alto padrão. O empreendimento foi doado pela família na década de 1980 e já passou por transformações profundas sob sua liderança.

A ligação familiar

Mauricio cresceu na fazenda que hoje abriga o san José de Puembo. O local era ponto de férias da família, com acesso limitado a Quito e sem rotas de ônibus definidas. O pai, também chamado Mauricio, comprou a propriedade e iniciou reformas que seriam o embrião do que hoje é o hotel.

Na década de 1990, a casa reformada já recebia eventos empresariais. A propriedade contava com 23 quartos e duas salas de reuniões, sem piscina nem quadras. O foco era atender empresas e encontros corporativos que ocorriam no local.

Transição para a hotelaria profissional

Enquanto o pai reconstruía a fazenda, Mauricio estudou no exterior, formou-se em Ciência de Alimentos e estudou engenharia de alimentos na Nova Zelândia. Ao retornar, fundou a Lenutrit, empresa de leite pasteurizado, em Cayambe, com objetivos de fortalecer a renda local.

O negócio enfrentou crise com a entrada de concorrentes, mudanças regulatórias e políticas de preços. A empresa encerrou as operações, marcando uma virada na trajetória empreendedora do empresário e abrindo espaço para outras iniciativas.

Entre as atividades paralelas, Letort criou a Truly Nolen, empresa de controle de pragas, e a Food Knowledge, dedicada a inspeções em plantas de alimentos e à implementação de boas práticas de manufatura. Essas experiências moldaram seu perfil de gestão.

Conservação e crescimento do hotel

Desde 2018, Letort ocupa o cargo de gerente-geral do San José de Puembo. Sob sua liderança, a unidade transformou-se em espaço de luxo, ampliando a capacidade para 78 quartos, 10 salas de reuniões e duas piscinas. Em 2025, o hotel faturou cerca de US$ 3 milhões, com rentabilidade de 20%.

A equipe, composta por 62 colaboradores, é local e de Puembo, com muitos profissionais formados na própria unidade. A filosofia de gestão privilegia participação, cooperação e continuidade de carreira dentro do hotel.

Durante o processo de renovação, todas as acomodações passaram por reforma, assim como a área de spa e o novo salão, investido em torno de US$ 800 mil. Em 2024, o San José de Puembo distribuiu lucros pela primeira vez na história.

Pandemia e adaptação

A crise sanitária levou o hotel a fechar temporariamente as portas, mantendo 90% da equipe durante o período mais duro. O ajuste incluiu redução salarial temporária para equilibrar as contas, com retorno gradual dos salários em setembro de 2021.

Durante o isolamento, Letort expandiu ações de apoio ao setor, ministrando cursos e palestras sobre gestão hoteleira e contribuindo para protocolos de reabertura. Também investiu na melhoria de infraestrutura, como a academia, que atende hóspedes e eventos de negócios.

O empresário reforça a visão de que o hotel deve ser um espaço seguro para famílias e para quem busca eventos corporativos. Com foco em renovação constante, o San José de Puembo mantém a tradição ao lado da inovação.

Fonte: Forbes Equador

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