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Clã de irmãos bilionários do Catar aposta na reconstrução da Síria

Irmãos Al-Khayyat lideram a Estithmar e a Baladna, ampliando presença no Catar e na Síria na reconstrução do país

Os irmãos Ramez Al-Khayyat (à esquerda) e Moutaz Al-Khayyat são cidadãos originários da Síria e naturalizados no Catar (Foto:Ilustração- Bloomberg/Getty Images)
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  • Dois irmãos sírio-quatari Al-Khayyat, Moutaz e Ramez, comandam a Estithmar Holding, com participação de cerca de 20% cada, e conduzem a estratégia de reconstrução da Síria e de diversificação econômica do Catar.
  • A Baladna, empresa de laticínios, e a Estithmar, em conjunto, expandem ativos na Síria e no Catar, incluindo imóveis, restaurantes e projetos ligados à Copa do Mundo de 2022.
  • As ações da Estithmar subiram mais de cento e cinquenta por cento nos últimos doze meses, elevando a avaliação de mercado para cerca de quatro bilhões de dólares.
  • A família acumula ativos globais, como uma mansão no centro de Londres ligada a John Pierpont Morgan Sr., e tem patrimônio líquido estimado em mais de sete bilhões de dólares, segundo a Bloomberg.
  • Emérgia na Síria aparece com contratos recentes da UCC Holding, braço de construção da família, que participa de projetos de infraestrutura, energia e potencial expansão de turismo, inclusive ligados à reconstrução de Damasco e a acordos com a Chevron.

Desde Doha a Damasco, o clã Al-Khayyat avança na reconstrução síria e fortalece seu império empresarial no Catar. A dupla Moutaz e Ramez controla a Estithmar Holding, com participações na Baladna e em ativos imobiliários, hotéis e parques temáticos.

Durante o embargo do Catar em 2017, a Baladna, empresa de laticínios do grupo, ganhou notoriedade ao transportar milhares de vacas de avião para manter o abastecimento em Doha. A estratégia elevou o perfil da família no Catar.

A Estithmar, conglomerado com atuação na construção, saúde e turismo, teve desempenho destacado no Golfo no último ano, fortalecendo a influência dos Al-Khayyat. Os irmãos, com cerca de 20% de participação cada, são bilionários segundo a Bloomberg News.

Papel na Síria e presença global

Além do Catar, a família estende seu portfólio à Síria, com a UCC Holding atuando em construção e energia e fechando contratos multimilionários, inclusive para projetos de energia e aeroportos. A atuação coincide com o impulso sírio à reconstrução.

A família mantém uma rede global de ativos, incluindo imóveis em Londres e atividades na Argélia, Líbia, Egito e Jordânia. A fortuna estimada supera US$ 7 bilhões, conforme levantamento da Bloomberg.

Relações institucionais e governança

Executivos dos Al-Khayyat afirmam que contratos são obtidos por licitações e vias legais, sem influência indevida. Autoridades sírias elogiam o papel da família nos laços entre Síria e Catar, destacando a atuação no setor privado.

Analistas ressaltam o papel de intermediários entre o capital estatal do Catar e oportunidades de reconstrução síria, com os Al-Khayyat como um elo estratégico. Relações históricas com o governo sírio são apontadas como facilitadoras.

Projetações e controvérsias

Especialistas veem a ascensão da Estithmar como sinal de apostas em novas oportunidades na Síria, ao mesmo tempo que fortalecem a diversificação econômica do Catar. Ações da Estithmar apresentaram ganho expressivo nos últimos 12 meses.

Entretanto, as operações envolvem escrutínio sobre direitos trabalhistas em projetos ligados à Copa do Mundo de 2022. Representantes dos irmãos sustentam conformidade regulatória e legal em todos os contratos.

Bloomberg traz o retrato de um processo de investimento multilateral, em que o capital privado do Golfo se entrelaça com interesses estratégicos de reconstrução regional e convergência econômica com o Estado sírio.

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